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Em Nome de Hita!
Contra uma mãe dedicada, não há arma melhor do que seu próprio filho. — Provérbio Hitaísta. Rabar se lembrava bem daquele dia. Era ainda o período da ‘’Estação Seca’’ em Manchibur, como tio Filir, oriundo da gélida Ériga, gostava de chamar. Mas os nativos tinham um nome específico para isso, embora soasse inapropriado: ‘’verão’’. De qualquer modo, as chuvas não davam as caras por bastante tempo nessa época do ano e, para compensar, a vóiller contava com um complexo sis

Alexandre Braga
há 4 dias9 min de leitura


A Divina Mente Visionária
Neste multiverso, além dos três mundos internos, há infinitos mundos externos, pois a imaginação divina é o único guia. — Provérbio Hitaísta. Assim, nos confins da antiga era, preencheram o tecido do espaço estrelas, planetas, cometas, asteroides, satélites, buracos negros e buracos de minhoca, que, além de servirem de atalho para zonas longínquas, davam acesso a outros mundos, verdadeiros escapes da imaginação divina. Num daqueles mundos — diziam os nativos de um planeta

Alexandre Braga
há 4 dias2 min de leitura


Madrugada Clandestina
Viver é estar sob alerta. — Provérbio Hitaísta. Na costa da Ilha de Rayslanth, havia um homem e um vilarejo. O homem estava prestes a se casar. Sua pretendente era a moça mais bonita e requisitada de que se tinha notícia na época, de família boa e respeitada, com ampla influência na região. Ele, por conseguinte, contava com a melhor reputação entre os noivos. Era quem quase todos os homens queriam ser e quem quase todas as mulheres queriam ter como marido. Os murmúrios er

Alexandre Braga
há 4 dias7 min de leitura


O Presentinho de Algodão
Quando o corpo morre, só resta a alma, que nos guiará pela eternidade. — Provérbio Hitaísta. Era o primeiro dia do Feriado da Misericórdia, da Gratidão e da Reciprocidade, a continuação do Feriado da Promessa Divina, que ocorria no meio do ano e celebrava a promessa de reconciliação dos Dois Que São Um com suas singelas criaturas. A época em que os islunos, os espíritos mensageiros, viajavam ao Mundo dos Mortais trazendo boas-novas, geralmente na forma do bom velhinho. Pa

Alexandre Braga
há 4 dias9 min de leitura


O Estranho Solitário
A vida é uma batalha diária contra a morte. — Provérbio Hitaísta. Foi durante uma viagem pelas Terras Altas — conhecidas como “O Grande Paredão” —, rumo ao Campeonato Intergaláctico de Esportes de Inverno. Após assistir ao telejornal, sem deixar escapar nenhuma das mais atualizadas notícias do torneio, Corunir estacionou o carro no que parecia ser o único ponto de abastecimento de uma daquelas estradas desertas da região, perto do hotel onde se hospedavam. Desceu e entrou

Alexandre Braga
há 4 dias4 min de leitura


De Presente, Um Cadáver
Às vezes, é verdade; às vezes, é só uma mentira bem contada, baseada em situações irreais, mas que, sob as circunstâncias do momento, poderiam acontecer. — Provérbio Hitaísta. Tasrro se lembrava bem. Já no decorrer da década da ascensão de Adrag, o Senhor do Caos e da Destruição, no Mundo dos Mortais, sua vida começara a desandar, acompanhando o rumo que o mundo parecia ter tomado. Ele só não sabia. Sua mãe bem que avisou. Seus irmãos. Todos o alertaram para o mesmo fato:

Alexandre Braga
há 4 dias12 min de leitura


Planetas de Sangue
Para rastrear Adrag, basta seguir a trilha dos Planetas de Sangue. — Provérbio Hitaísta. Por centenas de bilhões de anos após causar a fragmentação da obra-prima divina, que deu origem ao multiverso interno, como os mortais o conheciam, Adrag prosseguiu em sua jornada de morte. Numa das três vias interdimensionais, permaneceu solitário no Abismo dos Tentáculos Agourentos, só esperando o momento certo para desestabilizar o acordo firmado com o casal divino, que estabelecia

Alexandre Braga
16 de jul.3 min de leitura


A História das Duas Fadas
De um lado, as vestes de amor dos Dois Que São Um; do outro, as vestes de ódio de Adrag, o Senhor do Caos e da Destruição. — Provérbio Hitaísta. — Mamãe, por que existem tão poucas humanas-fadas do tipo formiga em Rayslanth? A Humana-Fada-Rainha do tipo abelha, a mãe de todos, pela primeira vez desfocou o olhar da tela pluridimensional do minúsculo telec, onde analisava o último relatório acerca do balanço da produção de mel. — Você acha pouco? — Inclinou-se para pegar a

Alexandre Braga
14 de jun.8 min de leitura


O Alvoroço
Nada define melhor as coisas do que as suas singularidades. — Provérbio Hitaísta. Após o tiroteio, as pessoas ainda disputavam o espaço nas calçadas, os corpos estendidos no chão. Sobre a faixa de pedestres, jazia um cadáver. Ao lado, estava uma conhecida ativista feminista, de grande prestígio, parada diante dele, perplexa. Lágrimas brotavam de seus olhos. — A senhora era parente dele? — perguntou um policial. — Não. — E por que está chorando assim? — Porque esses vigari

Alexandre Braga
14 de jun.3 min de leitura


O Homem de Outra Dimensão
Cada universo é um escape da imaginação divina, que jamais caberá em um só. — Provérbio Hitaísta. Era mais um sábado à noite naquela cidade grande e caótica, e pessoas novamente disputavam o espaço no bar, em seus raros momentos de lazer. Por entre as mesas e cadeiras pouco ajustadas e quase coladas umas nas outras, olhares curiosos espreitavam a moderna televisão. Quatro amigas se instalaram à mesa frontal, depois que o garçom responsável, gentilmente, convenceu os três

Alexandre Braga
6 de mai.3 min de leitura


Nos Confins do Nada
Toda destruição requer uma construção prévia. — Provérbio Hitaísta. Como começar uma história? É, certamente, uma pergunta que povoa a imaginação dos escritores. A cada livro iniciado, quase onipresente. Quando não se tem algo satisfatório ainda, chega a incomodar. Mas, como narrador, já vou adiantando: não serei nada original nesse quesito, pois tudo o que se segue aqui, acredito eu, tem por si só capacidade o suficiente para fisgar o meu leitor. Afinal, eis que aqui se

Alexandre Braga
26 de abr.9 min de leitura
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