Em Defesa da Superioridade Natural das Mulheres
- Alexandre Braga

- 14 de set. de 2025
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Não é difícil perceber que dou destaque especial à figura feminina em minhas obras, na voz de poesias, personagens e conceitos. A razão? É o que muitos me perguntam, mas tentarei esclarecer de uma vez por todas, o mais breve possível.
Primeiramente, é inegável o fato de as mulheres serem superiores aos homens, de um modo geral. Qualquer tentativa de desmentir isso não é só desonestidade, mas também machismo.
As mulheres são mais belas, dão à luz, amadurecem primeiro e têm um sistema imunológico mais forte, de acordo com as pesquisas do médico canadense Shäron Moalen, dentre outras inúmeras vantagens genéticas. Em sua obra A Melhor Metade: Evidências científicas sobre a superioridade genética das mulheres, sustenta a tese revolucionária de que as mulheres são geneticamente mais fortes que os homens em todas as fases da vida. Eis mais alguns fatos que ele traz: as mulheres contam com uma maior capacidade de combater o câncer e de sobreviver à fome, enxergam o mundo em uma gama maior de cores e superam a nós, homens, geneticamente, também em resiliência, intelecto, vigor e muito mais. Tudo graças aos dois cromossomos X, que oferecem uma enorme vantagem em termos de sobrevivência. A mortalidade infantil, por exemplo, é sempre maior em bebês do sexo masculino. Não por acaso, além de melhor se cuidarem, as mulheres vivem mais e possuem um QI médio maior que o nosso, apesar de alguns estudos apontarem existir mais homens gênios, uma vez que o sexo masculino se concentra nos extremos.
Como se não bastasse, as mulheres, em média, obtêm notas mais altas da escola à universidade, conforme demonstram variados relatórios sobre desempenho educacional. Além disso, cometem muito menos crimes. Inclusive, relatórios da ONU sobre estatísticas de homicídios pelo mundo têm observado que a baixa proporção de mulheres assassinas é constante e unânime.
Existem, de fato, motivos de sobra que sustentam a ideia de que o sexo feminino é, no geral, o mais aprimorado. Contudo, ser mulher certamente não é sinônimo de virtude. O que existem são predominâncias. É notável o maior número de mulheres virtuosas em relação aos homens virtuosos. Da mesma maneira, bem mais comum homens pouco ou nada virtuosos em comparação com mulheres pouco ou nada virtuosas.
Por exemplo, cerca 95% dos homicidas são homens. Ademais, quantas mulheres costumamos ver que são, a exemplo de Hitler e tantos outros, genocidas em massa?
Entretanto, nem tudo é preto ou branco. Homens e mulheres são, acima de tudo, indivíduos. Singulares. Devem ser julgados cada um por sua individualidade. Afirmar que mulheres geralmente são mais virtuosas não é compactuar com as que não são. Dizer que não existem tantos homens virtuosos como mulheres não é tirar o mérito e as consequências dos que plantam e praticam a virtude com regularidade. Aliás, é por essa mesma razão que os políticos atualmente estão centrando sua propaganda paternalista nas mulheres. Porque quando se corrompe as maiores guardiãs da moral, toda a sociedade se corrompe muito mais rápido.
Sei que não costuma ser fácil para homem nenhum reconhecer que as mulheres são melhores na média. Mas, no meu caso, eu penso somente em mim. Avalio se eu estou contribuindo para me tornar um homem melhor, não importam os outros. O mesmo pensamento vale para as mulheres. Usar a média do seu sexo para indicar superioridade pessoal é burrice. Cada qual fala por si e deve ser julgado apenas por suas ações individuais. Que se dane a maioria. Toda predominância é uma generalização. E generalização fala apenas como é na maioria dos casos, não como é em todos os casos.
Você, leitor, provavelmente já percebeu, mas talvez nunca se perguntou o motivo pelo qual as mulheres, e não os homens, são as donas deste mundo. Para muito além da questão das virtudes, mencionadas acima, como comparar uma sementinha com o desabrochar de uma flor? Pois, da mesma maneira, todo o nosso corpo, incluindo órgãos vitais como o coração e o cérebro, são formados no ventre de uma mãe. Ou seja, o amor, a inteligência e toda a força e energia que move os organismos vivos, são femininos. E o que dizer do leite materno, o nosso primeiro desjejum?
O ser humano não nasce pronto. Ele sofre influência do meio. Toda teoria que pretenda demonstrar a supremacia absoluta de um grupo perante outro, no sentido usual, mediante o método empírico, não pode fazê-lo. Os dados do mundo físico são infinitos e variam muito conforme as experiências e as características individuais de cada um. Afinal, os juízos da experiência não seguem rigorosa universalidade, como disse Kant em Crítica da Razão Pura, defendendo a ideia de que todo conhecimento começa a partir da experiência, mas nem sempre deriva dela, propondo, assim, o casamento perfeito entre o racionalismo e o empirismo.
Porém, seguindo uma determinada linha de raciocínio dedutivo, podemos afirmar que a mulher é, de fato, o sexo dominante, também em termos absolutos. Neste segundo argumento, não por suas habilidades ou virtudes, pois, como já ficou implícito, isso está muito mais ligado à variável e dispersa adaptação aos meios e distribuição de genes; não é resultado de aptidões, por si só, inatas. Entretanto, é preciso levar em consideração que o fim de toda espécie é ela própria, e que em toda ação está estabelecida uma relação de causalidade, ancorada em meios e fins, noção apoiada na filosofia da ação humana, campo nitidamente influenciado por nossa fisiologia. Dessa maneira, concluímos que o meio ocorre no macho (fecundação), e o fim, na fêmea (gestação), onde se produz o novo indivíduo. Nenhum sexo é tão vinculado à espécie quanto o feminino, seja através da gestação ou da amamentação, como já foi ressaltado por Simone de Beauvoir, em seu livro O Segundo Sexo. O homem não é afetado pelas consequências da reprodução sexuada diretamente e, para que isso ocorra, costuma ser necessário um mecanismo legal de paternidade.
Em suma, se os meios existem em função dos fins, então vamos aos fatos: o homem é o sexo mais frágil. A mulher é o sexo mais forte, superior, quem realmente detém a supremacia absoluta na espécie, em última instância, pois coube-lhe o papel de concretizar a humanidade em seu próprio ventre. Ambos os sexos são meios e, ao mesmo tempo, fins, mas os últimos sempre ocorrem no corpo de uma fêmea, à exceção, é claro, de espécies como a dos cavalos marinhos.
De acordo com o que ficou estabelecido pela própria natureza, o macho que serve à fêmea e não o contrário. Não à toa que é muito mais fácil imaginar uma civilização de muitas mulheres e um só homem do que o inverso.
Mais poderosas e, particularmente, dotadas de uma beleza ímpar, as mulheres estão numa posição privilegiada: a posição de donas do mundo. Enquanto homens, resta-nos transformar a glória de nossas amadas em filosofia. No meu caso, fui ainda mais longe e transformei, também, em literatura.
Isso não quer dizer que os homens não tenham seu valor ou igual importância, pois, ao longo do caminhar das sociedades humanas, a distância que nos separa da mulher foi mudando aos poucos, com a tecnologia, o desenvolvimento da cultura e a própria individualização de nossa espécie, a única em que não ter filhos tornou-se uma opção amplamente difundida e possível. Mas, de fato, é evidente que as mulheres reinam nesse mundo e merecem todo respeito e reverência, tanto por parte dos homens quanto por parte de outras mulheres.
Um dos meus objetivos centrais, como homem e como escritor, é transformar cada conquista feminina em poesia, cada glória em epopeia e a minha admiração pelas mulheres em belas histórias de amor.
REFERÊNCIAS
BLOG IDEAÇÃO. Por que as meninas se saem melhor na escola? Acesso em: 03/08/2014. Disponível em: https://blogs.iadb.org/brasil/pt-br/meninas-melhores-na-escola/
ONU NEWS. Relatório sobre homicídios da ONU aponta que maioria dos agressores é do sexo masculino. Acesso em: 16/04/2014. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2014/04/1471671




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