Para Sempre
- berklle133
- 28 de fev.
- 2 min de leitura
Que a nossa alegria seja rito diário,
Chuva mansa e necessária,
E transborde pelos cantos do mundo
Como riso que não pede permissão.
Que as nossas brincadeiras
Invadam os dias cinzentos
E despertem nos outros
O gosto esquecido de ser criança.
Que o nosso amor
Não seja apenas pão —
Mas vinho,
Mas chama,
Mas o sopro invisível
Que reacende corações desacreditados.
Que o fogo ardente da nossa paixão
Seja lençol desfeito,
Colchão em brasa,
Respiração entrecortada na madrugada.
Que aqueça os verdadeiros amantes
E ensine, em silêncio,
Os que ainda não aprenderam a amar.
Que nos olhem —
E não vejam apenas dois corpos,
Mas a coragem
De quem transforma diferenças
Em combustível,
Em faísca,
Em desejo que nunca se apaga.
Somos diferentes, sim.
E é nessa dança de contrastes
Que nos encontramos:
Misturamos seriedade com riso solto,
Responsabilidade com leve vertigem,
Honestidade com perigo,
Amor com tesão —
E fazemos da entrega
A nossa mais lúcida filosofia.
Enfeitamos o abrigo do mundo
Com a nudez das nossas verdades.
Hoje estamos aqui,
Entre a chuva que escorre na janela
E o calor que escorre na pele,
Sentindo cada gota cair
Como se fosse o tempo
Beijando o agora.
As lágrimas já secaram.
As dificuldades nos atravessaram —
Mas não nos quebraram.
Porque há uma força que nos sustenta:
Não é apenas paixão.
É escolha.
É permanência.
É o verbo amar conjugado no plural.
Amor.
Ele nos rege,
Nos move,
Nos incendeia.
É o que nos diverte
E o que provoca inveja
Em quem teme a própria intensidade.
Porque amar assim
É ousadia.
É filosofia viva.
É aceitar que o eterno
Não mora no tempo —
Mas na maneira louca, lúcida e inteira
Com que decidimos amar.
Cleber da Silva
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