Que a nossa alegria seja rito diário, Chuva mansa e necessária, E transborde pelos cantos do mundo Como riso que não pede permissão. Que as nossas brincadeiras Invadam os dias cinzentos E despertem nos outros O gosto esquecido de ser criança. Que o nosso amor Não seja apenas pão — Mas vinho, Mas chama, Mas o sopro invisível Que reacende corações desacreditados. Que o fogo ardente da nossa paixão Seja lençol desfeito, Colchão em brasa, Respiração entrecortada na madrugada. Que