Anjo revel
- berklle133
- 19 de mar.
- 2 min de leitura
Com lânguida maldade
E um sutil veneno de malícia,
Sussurro ao teu ouvido
O quanto és — irremediavelmente — delícia.
És chama que instiga,
Mistério que intriga,
Menina de olhar febril,
Doce e indomável bandida;
E me entrego, rendido,
Ao desenho ardente do teu corpo proibido,
Quando, em gestos lentos, insinuas fantasias
Que me percorrem — por baixo, por cima —
E incendeiam minhas vias.
Elevas em mim a vertigem,
Um êxtase que transborda,
Prazer denso, quase abismo,
Onde a razão já não se acorda.
Fazemos do tempo um sopro,
Do toque, um rito profundo —
Enquanto a luz nos revela
E teus gemidos ecoam no escuro do mundo.
Arranhas-me a pele,
Mordes-me a alma com ardor,
Suplicas mais — sem fuga —
Num delírio de desejo e fervor;
E ao tentar tocar o céu em meu peito,
É em mim que te perdes, por inteiro —
Pois sou, no teu desejo secreto,
O teu anjo revel e derradeiro.
Devoro-te em instantes febris,
E te venero em cada centímetro de pele,
Seja no abrigo de um quarto qualquer
Ou onde o desejo nos revele.
Quero-te em beijos demorados,
Em contemplação sem pudor,
Saboreando-te em silêncio
Como se o tempo fosse só nosso rumor.
Com a língua em brasa e promessa,
Deslizo em teu corpo — poesia em combustão —
Provando teu gosto raro,
Como um vício que se instala no coração.
És o princípio que me guia,
O meio onde me perco sem fim;
E o fim — se um dia existir —
Jamais ousará tocar o que há entre nós assim.
Porque amar-te, em sua essência mais crua e divina,
É a única verdade que em mim se ilumina.
Cleber da Silva
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