Com lânguida maldade E um sutil veneno de malícia, Sussurro ao teu ouvido O quanto és — irremediavelmente — delícia. És chama que instiga, Mistério que intriga, Menina de olhar febril, Doce e indomável bandida; E me entrego, rendido, Ao desenho ardente do teu corpo proibido, Quando, em gestos lentos, insinuas fantasias Que me percorrem — por baixo, por cima — E incendeiam minhas vias. Elevas em mim a vertigem, Um êxtase que transborda, Prazer denso, quase abismo, Onde a razão