Meu Partido
- Alexandre Braga

- 10 de jan.
- 1 min de leitura

“Qual seu partido?”
As indagações não param,
simplesmente avançam
rumo ao infinito.
Vocês não descansam?
Sou desprovido de político de estimação,
apenas sei ser oposição.
Acredito somente nas ideias que considero corretas,
cuja representação
não ecoa
nem à direita,
nem à esquerda.
A bem da verdade
é que, seja na sociedade,
na política,
opor-se às atuais estruturas,
em outras palavras,
requer, de forma clara,
abdicar de todos os pilares,
acabando por ruir cada uma de suas vigas —
isto é, cada evento ou conjuntura.
Sou isentão?
Não, só tenho opinião.
Em vez de abolir toda a estrutura,
onde se assentam as normas,
desejo apenas reformá-la,
moldá-la.
“Qual seu partido?”
As indagações não param,
simplesmente avançam
rumo ao infinito.
Vocês não descansam?
Já respondi: meu partido é o partido das ideias corretas.
Mas isso por si só não basta:
sem um meio eficaz de propagação,
tudo não passa de abstração.
Por isso, o meu partido é também o partido das mulheres,
das mulheres virtuosas —
partido este de mães, avós, esposas —
de verdadeiras chefes de famílias!
Mulheres que, pela superioridade do seu sexo,
e através da educação,
são capazes de mudar
toda uma geração.





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