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Decifrando A Minha Alma Em Versos Livres

há 3 horas
1 min de leitura

A jornada do poeta

é algo tão singular

para importar

de onde partir.

Dos versos, alguns podem surgir.

Da prosa, alguns podem vir.

Da prosa, nasci e cresci.

Renasci nos versos

apenas dobrando a meta.

Continuo tão confortável na prosa,

mesmo depois de descobrir

que também sou poeta.

 

Se, para mim, entretanto,

primeiro ainda vem a prosa,

por outro lado, no entanto,

deste novo renascer pude finalmente

ter um merecido descanso.

Descanso deste despertar

que, de tão particular,

me trouxe um novo amor:

cada poesia, cada poema.

Cada verso,

este oceano profundo,

que, mesmo curto,

me possibilitou navegar

como se eu mesmo estivesse

em alto mar.

Mar de águas, ora de um azul brilhante,

ora de um verde-esmeralda,

de tonalidade variada,

este conjunto de infinitos mundos,

reflexo da multiplicidade de cada verso,

que faz de todo este encanto

o próprio multiverso.

 

O ofício do poeta é, acima de tudo,

desvendar a própria alma

em versos,

mas não só,

pois nada se faz sem método.

Cada qual tem o seu e, até encontrá-lo,

o poeta permanece adormecido,

precisando, portanto, de um incentivo,

seja interno

ou externo

para despertá-lo,

de modo que se torne capaz

não apenas

de converter sentimento em palavras,

mas também palavras

em pura poesia.

 

Ingressei nos versos livres;

hoje, já me desafio também a sonetos incríveis.

O que realmente importa para o poeta

é escrever sobre o que ama

e o chama.

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