Decifrando A Minha Alma Em Versos Livres
A jornada do poeta
é algo tão singular
para importar
de onde partir.
Dos versos, alguns podem surgir.
Da prosa, alguns podem vir.
Da prosa, nasci e cresci.
Renasci nos versos
apenas dobrando a meta.
Continuo tão confortável na prosa,
mesmo depois de descobrir
que também sou poeta.
Se, para mim, entretanto,
primeiro ainda vem a prosa,
por outro lado, no entanto,
deste novo renascer pude finalmente
ter um merecido descanso.
Descanso deste despertar
que, de tão particular,
me trouxe um novo amor:
cada poesia, cada poema.
Cada verso,
este oceano profundo,
que, mesmo curto,
me possibilitou navegar
como se eu mesmo estivesse
em alto mar.
Mar de águas, ora de um azul brilhante,
ora de um verde-esmeralda,
de tonalidade variada,
este conjunto de infinitos mundos,
reflexo da multiplicidade de cada verso,
que faz de todo este encanto
o próprio multiverso.
O ofício do poeta é, acima de tudo,
desvendar a própria alma
em versos,
mas não só,
pois nada se faz sem método.
Cada qual tem o seu e, até encontrá-lo,
o poeta permanece adormecido,
precisando, portanto, de um incentivo,
seja interno
ou externo
para despertá-lo,
de modo que se torne capaz
não apenas
de converter sentimento em palavras,
mas também palavras
em pura poesia.
Ingressei nos versos livres;
hoje, já me desafio também a sonetos incríveis.
O que realmente importa para o poeta
é escrever sobre o que ama
e o chama.



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