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Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Ser� que um dia o Brasil ser� assim?

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Entrevista com Lula


Parte-01


Parte-02


Parte-03


Parte-04


Parte-05


Parte-06


Parte-07

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Notas da coluna Nas entranhas da pol�tica da �ltima edi��o do jornal O Cidad�o

"Quem sai na frente em Goi�s dificilmente ganha"

O governador Alcides Rodrigues (PP) refor�a a tese de seus auxiliares que a pesquisa Serpes abre portas abertas para lan�ar nova candidatura ao governo em 2010. Confiante no n�mero de eleitores indecisos na espont�nea (72,9%), Alcides diz que tradicionalmente o candidato a governador que larga na frente nas pesquisas em Goi�s dificilmente vence a elei��o. Cita, como exemplo, as �ltimas quatro campanhas. Em 1994, Maguito Vilela (PMDB) largou em terceiro e venceu Ronaldo Caiado e L�cia V�nia. Em 1998, Marconi Perillo (PSDB) come�ou na lanterna e venceu o franco-favorito Iris Rezende (PMDB). Em 2002, Maguito largava na dianteira um ano e antes, mas perdeu para Marconi, reeleito. Em 2006, Maguito perdeu para o governador Alcides, que come�ou a campanha em terceiro. Exceto na elei��o de 1998, nas outras tr�s o candidato vitorioso era apoiado pelo governo, frisa Alcides. �Temos bons nomes para encabe�ar uma chapa forte para o governo�, diz o pepista.


Alcides X Marconi
O governador Alcides Rodrigues (PP) deu mais uma senha de que o partido pode lan�ar nome pr�prio para as elei��es em 2010. Presidente de honra da legenda, Alcides admite comunicar a decis�o � c�pula nacional
pepista, durante jantar, em Bras�lia, com a ministra chefe do Gabinete Civil da
Presid�ncia da Rep�blica, Dilma Rousseff.

Alcides X Marconi
Alcides justifica a possibilidade de lan�amento de candidatura pr�pria ao governo, salientando que �todo partido almeja colocar um filiado seu para a
disputa, principalmente nas mais importantes�

Alcides X Marconi
A candidatura apoiada por Alcides deve selar a ruptura com o PSDB. E trazer
dificuldades para a candidatura de Marconi Perillo (PSDB), � bom lembrar que
o tucano s� conseguiu vencer o PMDB em Goi�s com a base aliada unida. Sem
a uni�o os partidos nunca chegaram a uma vit�ria.

Prefeito de Bela Vista
inspira-se em Vanderlan
O prefeito de Bela Vista, Eur�pedes do Carmo, come�ou t�mido. Porque o  p�s elei��o no munic�pio foi muito complicado. Mas come�a a deslanchar e, se deixarem, pode revolucionar a gest�o p�blica no munic�pio.
Ele � ousado e criativo. Quem o inspira � o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso.

Divino Lemes rompeu
com seu compadre
Filiado ao PTN, o ex-prefeito de Senador Canedo Divino Lemes, depois de duas
derrotas consecutivas, disse para dois aliados que n�o quer ver o senador Marconi Perillo nem pintado de ouro. Lemes e Marconi eram aliados. Hoje, o prefeito Vanderlan Vieira Cardoso � muito mais ligado ao senador tucano. Pra quem n�o sabe o Marconi � padrinho do filho de Divino.

�Milagre�
O vereador Diney (PTB) n�o � santo, mas realizou um verdadeiro �milagre�em
2008. O edil conseguiu ser eleito com apenas R$ 400, pelo menos foi o que ele declarou ao TRE. Diney precisa ensinar o �milagre� para os outros vereadores eleitos em Senador Canedo que declararam gastos de R$ 25 mil em m�dia ao TRE.


�Milagre�
O vereador Diney (PTB) n�o � santo, mas realizou um verdadeiro �milagre�em
2008. O edil conseguiu ser eleito com apenas R$ 400, pelo menos foi o que ele declarou ao TRE. Diney precisa ensinar o �milagre� para os outros vereadores eleitos em Senador Canedo que declararam gastos de R$ 25 mil em m�dia ao TRE.


Ottoni e a Serpes
Instado a comentar a pesquisa Serpes, Rubens diz que o dado mais importante � que �mostrou a situa��o de isolamento do senador Marconi Perillo. Ele aparece
com 9% na pesquisa espont�nea, depois de ter sido eleito governador duas
vezes e senador uma vez, e h� pouco tempo. A pesquisa mostra que o povo de Goi�s n�o est� com saudade de Marconi�.

Ottoni e a Serpes
A pesquisa indica que Iris, Meirelles, Ronaldo Caiado, Jorcelino Braga e
Rubens Otoni tem muito mais votos, juntos, do que Marconi. N�o � s� Iris que
est� contra Marconi, todos os outros que aparecem na pesquisa s�o contr�rios ao seu projeto�, frisa Rubens. �N�o ficarei surpreso se
Marconi n�o for candidato a governador.�


Bolacha no Pal�cio
De olho na terceira via para o governo de Goi�s, o prefeito Vanderlan Cardoso
(PR), lan�ou o deputado Sandro Mabel para governador na inaugura��o de
uma pra�a na Vila S�o Jo�o. Essa terceira via seria formada por PP, PR, DEM e
PSB.

Rasteira
O vereador Vilmar Lima (PSDB) tomou uma rasteira, que ele deve esta vendo
estrelas at� hoje. Com a sa�da do Divino e Laudeni do PSDB, Vilmar Lima tinha
certeza que ia apossar do ninho tucano em Senador Canedo. S� que para desespero de Vilmar o senador Marconi Perillo entregou o partido para o secret�rio de Finan�as, da cidade, St�nio Nascimento.

Rasteira II
Depois que St�nio Nascimento assumiu o comando do PSDB em Senador  Canedo, Vilmar Lima entrou em desespero e foi at� o presidente da Assembleia, Helder Valin (PSDB), declarar apoio a candidatura de Valin a deputado federal, em troca do comando do ninho tucano em Senador Canedo.

Rasteira III
Vilmar Lima sonha em disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2010, s� que sua candidatura est� complicada no seu pr�prio partido por dois
motivos: 1� porque ele n�o teve moral nem para assumir a presid�ncia do PSDB.
2� ser� que a mesma dire��o estadual que n�o deu partido pra ele vai autorizar
sua candidatura.


Lamban�a
O juiz da comarca de Senador Canedo, Leonardo Fleury Curado Dias acatou o pedido do Minist�rio P�blico e cancelou o concurso da C�mara Municipal. A
lamban�a come�ou quando o promotor Glauber Rocha fez o ex-presidente, vereador Paulo Roberto (PPS) assinar um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) para realiza��o do concurso da casa.

Lamban�a 2
Na �poca Paulo Roberto (PPS) contratou uma empresa de fundo de quintal,
que planejou o concurso totalmente diferente do que foi acertado com o promotor. Tanto que quando o atual presidente Geraldo do Detran (PR) come�ou o que que Paulo fez no passado. O MP pediu a adequa��o ao
TAC ou a suspens�o do concurso.

Lamban�a 3
E como a lamban�a j� estava feita o atual presidente Geraldo do Detran (PR), teve apenas que realizar as provas, j� que, o concurso estava em curso desde a
gest�o de Paulo Roberto. Em entrevista ao programa Via Livre Paulo Roberto
alegou que a lamban�a foi feita pelo assessor jur�dico da casa na sua gest�o. Cabe agora o vereador Geraldo do Detran (PR) reparar a lamban�a feita no passado, j� que, ele pegou o barco navegando pelas �guas do rio Bonsucesso.

Vilmar quer ser prefeito
Depois de Vilmar Lima, dizer no Via Livre, que n�o tinha apresentado nenhum
projeto de lei em mais de 7 meses de mandato. O vereador correu e apresentou
uma lei inconstitucional na c�mara, o projeto foi vetado pelo Executivo porque criava despesa para a prefeitura. Na �ltima semana o veto foi confirmado por 9 votos na C�mara. Ser� que Vilmar n�o sabe que a fun��o do vereador �  fiscalizar, legislar. E que, quem executa as a��es da prefeitura � o chefe
do Executivo?

Vilmar quer ser prefeito2
Agora o mais grave � que o vereador acabou de se formar em Direito, recebeu a
presid�ncia da CCJ e ainda n�o sabe fazer uma Lei. A comiss�o mais importante
da casa, respons�vel por fiscalizar se as leis n�o ferem a Constitui��o Federal. No inicio de seu mandato Vilmar Lima deu uma Constitui��o Federal para o vereador Hamilton, mas por sua atua��o na c�mara Vilmar parece nunca ter lido o livro.

A volta do Lal�
Na d�cada de 90 Lal� de Ouro assumiu a cadeira de vereador por alguns meses
em Senador Canedo, sua passagem pela c�mara foi hil�ria devido as suas gafes.
Neste m�s o vereador o Paulo Roberto (PPS) afirmou que a atua��o do vereador
Vilmar Lima no Poder Legislativo superou a do ex-vereador Lal�. �O Vilmar ta
ganhando do Lal� em gafes aqui na C�mara�, comparou Paulo.

Laudeni dan�ou
O secret�rio extraordin�rio do Governo do Estado, Daniel Messac (PSDB),
anunciou que voltar� para seu cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa. O deputado, que � segundo suplente do deputado eleito Ernesto Roller (PP), atual secret�rio de Seguran�a P�blica, voltar� no lugar da deputada Laudeni Lemes (PP), quarta suplente.

Laudeni dan�ou2
Laudeni contou que n�o foi avisada sobre sua sa�da do cargo. �Vou esperar o
governador me telefonar�. A parlamentar n�o quis se aprofundar na quest�o, mas � bom lembrar que no in�cio do m�s ela trocou o PSDB pelo PP. Indagado se anunciou sua volta a Laudeni, Messac afirmou que disse a ela, informalmente, na semana passada.

Laudeni dan�ou 3
Como Messac tamb�m � suplente, pode desocupar a cadeira at� abril, assim
como J�lio da Ret�fica e Evandro Magal. � que os titulares Ernesto Roller, Fl�via Morais e T�lio Isac ter�o de deixar os cargos que ocupam no governo para as elei��es de 2010.


Rombo da Celg 2
CPI da Celg vota, no pr�ximo dia 12 de novembro, a quebra de sigilo de Adilson
Ramos e tamb�m do advogado Alcimar de Almeida. Os dois s�o acusados pelo
Minist�rio P�blico de receberem da estatal R$ 44 milh�es em contratos sem
licita��o. Nelto disse que, at� o momento, ele tem dois votos para conseguir as
quebras de sigilo � precisa de mais um.

Rombo da Celg 3
�Eu e o Aidar (Humberto, do PT) vamos votar pela quebra. Somos cinco  deputados na CPI e precisamos de apenas mais um para sermos
maioria. Acredito que o presidente (Helio de Sousa, do DEM) tamb�m vai votar
com a gente�, disse.

Opera��o Dilma
O PT vai tentar turbinar a candidatura Dilma Rousseff neste fim de ano. Ela
ter� presen�a especial no programa em rede nacional de TV, em dezembro, e
ser� a estrela de 30 das 40 inser��es nacionais do partido. Os petistas tamb�m
v�o usar 10% das inser��es estaduais para vender sua candidata.


Susto tucano
Ao passar pelo Departamento M�dico do Senado, Marconi Perillo resolveu
entrar para medir a press�o e decidiu dar um susto nos assessores e pol�ticos que o aguardaram no corredor: �Minha press�o est� a 18 por 14�. Diante do espanto, consertou: �� brincadeirinha, est� 12 por 7�.

Misael 2010
Representante de Senador Canedo na Assembleia, o deputado Misael Oliveira (PDT), j� come�ou a procurar lideran�as na cidade em busca de apoio para
elei��o de 2010. Misael foi o deputado estadual mais votado no munic�pio em
2006, derrotando Laudeni Lemes(PSDB). Em suas caminhadas por Senador Canedo Misael j� entrou em contato com vereadores da cidade em busca de apoio.

1998 � o marco zero para a Sefaz alcidista
Para convencer de um descompasso entre a despesa com a folha salarial e
a receita tribut�ria do Estado, o secret�rio-pepista Jorcelino Braga iniciou seu
levantamento a partir de 1998, primeiro ano dos governos Marconi. Em 2007
fez o mesmo para anunciar a reforma administrativa e o d�ficit fiscal no Estado.
N�o deu outra: deputados marconistas eram s� irrita��o ontem na Assembleia.

Ciuminhos
O secret�rio de Educa��o de Senador Canedo, Alerandre Gon�alves ficou
enciumado com a presen�a do secret�rio de Educa��o de Aparecida, Domingos
Pereira, no 1� Grito Contra Viol�ncia Infantil promovido pela primeira dama
Izaura Cardoso. �Na hora que falaram o nome dele, me deu vontade de ir embora na hora�, murmurou Alerandre.

Ninho de cobras
Na �ltima sess�o da c�mara de Senador Canedo, o vereador S�rgio Bravo(PSB),
pediu a palavra para conclamar uni�o dos vereadores para as elei��es de 2010 e
2012. Segundo o vereador o Poder Legislativo da cidade tem nomes com condi��es de disputarem um mandato de deputado estadual e a pr�pria sucess�o do prefeito Vanderlan Cardoso. Para o vereador se a desuni�o continuar a imperar na casa, eles nunca passaram de vereadores.

Lula X Globo
�N�o seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televis�o produzindo
novela. N�o seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televis�o
dando informa��es�, disse o presidente, em refer�ncia � l�der Globo, sem cit�-la.

Lula X Globo 2
�O que est� acontecendo na verdade? Essas alternativas est�o permitindo que o
povo brasileiro n�o seja v�tima de alguns formadores de opini�o p�blica que n�o
querem formar opini�o p�blica, mas querem conduzila a um pensamento �nico,
a uma verdade �nica, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter
op��es de informa��o.�

Grana do DF
O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, se reuniu com o ministro da Integra��o
Nacional, Geddel Vieira, e saiu feliz da vida com a promessa de que nos
pr�ximos 20 dias ser� liberada parte dos R$ 8 milh�es para obras em pelo  menos 13 bueiros e pontes de Aparecida de Goi�nia.

Deputado ter� cota individual de R$ 500 mil

O martelo foi batido no governo: cada deputado na Assembleia ter� cota de R$ 500 mil em emendas ao Or�amento do Estado de 2010. A cota era de R$ 400 mil, o que resulta num aumento de 25%. Alguns deputados queriam R$ 1 milh�o. Relator da mat�ria, o deputado tucano Jardel Sebba (foto) diz que vai propor que s� se vote o Or�amento depois que as emendas estiverem carimbadas: �J� recebemos pouco.�

Otoni: �Alian�a com Alcides para 2010 est� consolidada �

A alian�a com o governador Alcides Rodrigues (PP) para a sucess�o estadual do ano que vem est� consolidada, afirma o deputado Rubens Otoni (PT), que ontem participou de balan�o sobre as costuras pol�ticas nos Estados com a ministra-presidenci�vel Dilma Rousseff. �N�o existe mais d�vida no PT de que o governador � nosso aliado e estar� conosco em 2010. Ele j� consolidou essa alian�a com o presidente Lula�, afirma Otoni. �A d�vida, que ser� resolvida somente depois de mar�o, e n�o antes, � se teremos uma ou duas chapas da base lulista para o governo estadual. Para liderar uma chapa, o pr�-candidato a governador precisa ser quem mais agrega apoios partid�rios�, diz o petista, que defende �nica chapa. Otoni afirma que a alian�a entre Alcides e Lula est� selada h� algum tempo, n�o tendo nada a ver com a autoriza��o do Tesouro Nacional para o governo goiano captar empr�stimo de R$ 280 milh�es no mercado. �Isto � m�rito do esfor�o fiscal da gest�o de Alcides, nada mais�, ressalta.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

ASSISTA O PREFEITO DE SENADOR CANEDO VANDERLAN NO PROGRAMA PAULO BERINGHS



Parte 1



Parte 4



Parte 3



Parte 4

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Para Iris, �PMDB est� se reciclando�

Ao lan�ar o programa de coleta seletiva de lixo de Goi�nia (leia mais na p�gina 3), o prefeito Iris Rezende (PMDB) disse ontem que seu partido tamb�m est� �se reciclando� para entrar com �muita for�a� nas elei��es estaduais do ano que vem. O peemedebista destacou programas da Prefeitura em diferentes �reas e rebateu as cr�ticas do PSDB � sua administra��o.

�O PMDB vem se reciclando a cada dia. Tem prefeitos novos, vereadores novos, deputados novos, filia��es novas, � um partido em efervesc�ncia�, afirmou Iris, quando perguntado sobre o programa do partido para 2010. �� um partido que realmente se movimenta e que, juntamente com partidos aliados, marchar� para as elei��es do ano que vem com muita for�a�, afirmou ainda o prefeito.

A declara��o de Iris vem ap�s nova onda de trocas de ataques entre ele o senador Marconi Perillo (PSDB). Ambos ex-governadores por dois mandatos, o peemedebista e o tucano est�o empatados na prefer�ncia do eleitorado a 11 meses das elei��es, conforme mostrou pesquisa Serpes/O POPULAR publicada dia 19.

Ao citar as novas filia��es, o prefeito fez refer�ncia ao ingresso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no PMDB. Questionado, em entrevista coletiva, sobre a decis�o de Meirelles de se posicionar sobre a disputa estadual somente em mar�o, Iris voltou a defender a defini��o dos integrantes da chapa at� o final deste ano. Mas ressaltou que � apenas uma �recomenda��o� baseada em sua �experi�ncia pol�tica�.

�Foi uma recomenda��o. O partido precisa antecipar, justamente para buscar as alian�as com outros partidos. Se deixar tudo isso para a �ltima hora, poder� chegar numa situa��o incontrol�vel�, disse o prefeito. �Ent�o, com a minha experi�ncia, fiz uma recomenda��o de que o partido tem, se poss�vel at� o final do ano, de definir os nomes e esses nomes comecem a pensar em plano de governo, a buscar alian�as, sem o m�nimo de arranh�o ou de desrespeito � Justi�a Eleitoral�, disse Iris.

Gest�o
Ao discursar no lan�amento da coleta seletiva, em evento realizado no Pa�o Municipal, Iris destacou a a��o da Prefeitura na redu��o dos custos com o custeio da m�quina � tema recorrente em seus pronunciamentos. O tom administrativo tamb�m foi adotado na entrevista concedida na chegada para a solenidade.

Acerca da redu��o das despesas com a m�quina, Iris disse que o �neoliberalismo� imp�s a �tica da terceiriza��o de servi�os p�blicos, mas que, em sua gest�o, a rescis�o de contratos de loca��o de m�quinas, por exemplo, representou economia de at� 50% para a Prefeitura.

Iris se emocionou ao agradecer � presen�a de populares e auxiliares no lan�amento da campanha da coleta seletiva. Foi quando disse ver uma �grande uni�o de esfor�os� da popula��o em torno do crescimento da cidade e destacou a participa��o de brasileiros de diversas partes do Pa�s na funda��o de Goi�nia.

Em entrevista, Iris afirmou que a capital � �exemplo para o Pa�s�. �� a cidade com as melhores pra�as, com os melhores parques, com a melhor �rea verde, � a cidade mais limpa, � a cidade do povo feliz�, afirmou o peemedebista.

O prefeito voltou a destacar a atua��o de sua administra��o na pavimenta��o urbana e na constru��o de pra�as. �Goi�nia hoje est� toda asfaltada, contando, em cinco anos, com quase 400 pra�as urbanizadas�. Segundo ele, o n�mero de pra�as feitas em sua administra��o � o mesmo feito nos ��ltimos 50 anos�.

Com o programa de coleta seletiva de lixo, Iris procura dar maior visibilidade � pol�tica ambiental e de conserva��o urbana da capital. Segundo auxiliares, no campo eleitoral a medida visa dar perfil de �maior modernidade� � administra��o peemedebista enquanto Iris tenta pavimentar sua candidatura ao Pal�cio das Esmeraldas.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Repasses do FPM em outubro aumentam 2,9%

Munic�pios recebem sexta-feira (30) os repasses do terceiro dec�ndio de outubro do Fundo de Participa��o dos Munic�pios (FPM), o equivalente a R$ 740,08 milh�es em valores l�quidos, ou seja, com a reten��o do Fundeb descontada. Somados a esses valores, foram creditados R$ 377,28 milh�es de repasses extras referentes a d�vida ativa e classifica��o de receita, tamb�m em valores l�quidos.

Com estes repasses extras da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o FPM de outubro soma, em valores brutos � sem os descontos do Fundeb � R$ 3,65 bilh�es, valor 2,9% maior que os R$ 3,54 bilh�es do mesmo per�odo do ano passado. �Com este resultado, decorrente destes tr�s repasses extras, a maioria dos Munic�pios n�o receber� complementa��o do FPM relativa a outubro�, explica o presidente da Confedera��o Nacional de Munic�pios (CNM), Paulo Ziulkoski.

Ainda de acordo com Ziulkoski, o resultado deste m�s n�o indica recupera��o do Fundo, �porque o montante s� ficou acima de 2008 devido aos repasses extras referentes a meses anteriores�. Em valores corrigidos pelo IPCA, o m�s de outubro representa queda de 0,9% em rela��o ao ano passado: de R$ 3,68 bilh�es em 2008 para R$ 3,65 bilh�es em 2009.

O levantamento da CNM, que acompanha m�s a m�s a evolu��o do FPM nos �ltimos anos, tamb�m indica que os repasses do FPM est�o voltando aos patamares de 2007. �Todo o crescimento acumulado em 2008 j� foi superado este ano�, explica Ziulkoski. No comparativo m�s a m�s � janeiro a outubro � do FPM, em valores brutos e corrigidos pelo IPCA, a diferen�a entre 2008 e 2009 � de 9,4%, queda de R$ 42,38 bilh�es para R$ 38,42 bilh�es.

O presidente da CNM tamb�m destaca que os repasses extras da STN s�o resultado da mobiliza��o dos prefeitos.

�A verdade � que a proposta do �novo� n�o deu certo�

Pr�-candidato do PMDB ao governo estadual, o prefeito Iris Rezende afirma que o teste de gest�o a que o grupo PP-PSDB � agora em crise � foi submetido ser� o trampolim para a volta dos peemedebistas ao Pal�cio das Esmeraldas. Em entrevista ao POPULAR, no Pa�o Municipal, Iris afirma que venceu as elei��es em Goi�nia em 2004 e 2008 porque a proposta do novo, feita pelo hoje senador Marconi Perillo (PSDB), �n�o deu certo� � em refer�ncia ao bord�o do tempo novo cunhado pelo tucano.


O governador Alcides Rodrigues tem dito que o �ndice de 73% de indecisos na
pesquisa Serpes/ O POPULAR, na consulta espont�nea, indica um espa�o para um projeto pol�tico eleitoral alternativo ao do PSDB e ao do PMDB. O senhor acredita que h� espa�o para isso em Goi�s?
Uma suposi��o, n�o gosto de falar em hip�tese, mas se amanh� me declarasse candidato a governador, n�o tenho d�vida de que aquela porcentagem de 40% que eu tenho l� viria para 50%, porque na verdade como voc� vai buscar (um resultado) numa manifesta��o espont�nea se eu nunca falei que sou candidato? Mas acho que tem campo para outros candidatos, sem d�vida. Disputei a prefeitura de Goi�nia em 2004 com mais sete postulantes e n�o ganhei no primeiro turno por uma diferen�a pequena. Acho que o n�mero de candidatos n�o prejudica, pelo contr�rio, d� oportunidade para uma discuss�o mais abrangente das quest�es que afligem o Estado.

Esse crescimento aconteceria tamb�m para Marconi Perillo (PSDB) se ele afirmasse que � candidato e, consequentemente, isso reduziria o espa�o para a terceira via?
Uma terceira via tiraria voto de onde? Do lado de l�. No momento em que o governador faz surgir essa terceira via, � para tirar alguma coisa do lado de c�. Mas ela (a candidatura) vai penetrar muito mais fortemente no terreno que tem sido comum deles, e agora, ao que parece, h� uma disposi��o de candidatura pr�pria. Sobretudo sob a lideran�a do PP e do governador.

O senhor acha que � poss�vel essa id�ia de terceira via em Goi�s? Pela experi�ncia que acumulou, existe espa�o em Goi�s para uma alternativa aos grupos que tradicionalmente se enfrentaram numa disputa eleitoral?
Ningu�m pode negar a lideran�a do governador, tanto � que ele chegou ao governo. � um pol�tico de tradi��o em Goi�s. Agora, eu o vejo em condi��o de liderar uma terceira via? Acho que sim, sobretudo na �rea em que ele est� integrado. No nosso terreiro, o avan�o ser� pequeno.

Por que, prefeito?
Porque ele foi sempre ligado �s for�as de l�.

Segundo a pesquisa Serpes, o governo de Alcides � considerado bom e �timo por cerca de 34% das pessoas. Um governo essa imagem consegue reunir for�a pol�tica suficiente para construir um projeto eleitoral alternativo?
Tem, indiscutivelmente. Ele (Alcides) tem sido um chefe de governo humilde, esfor�ado e, embora em pequena dosagem, tem mostrado ao Estado que a situa��o do governo que ele recebeu era a mais prec�ria poss�vel. Ent�o tudo isso d� a ele condi��es para um bom desempenho eleitoral.

Prefeito, se o senhor fosse pesquisado pelo Serpes, como avaliaria o governo de Alcides: �timo, bom, regular, ruim ou p�ssimo?
Na minha condi��o eu diria que tenho que avaliar o governo levando em conta a situa��o em que ele recebeu o Estado � segundo a gente vai pin�ando pela pr�pria imprensa, pelas declara��es do governador e dos pr�prios auxiliares � ele recebeu um Estado arrebentado, a Celg falida, Saneago em dificuldades profundas, um d�ficit de R$ 100 milh�es por m�s. Se ele tivesse recebido um Estado em situa��o boa e tivesse feito o que tem feito, a minha nota n�o seria de governo bom. Mas, levando em conta a situa��o do Estado que ele recebeu, e ele tem conseguido um desempenho razo�vel, ent�o a minha nota � maior, porque quem milita na pol�tica, quem conhece administra��o p�blica como eu conhe�o, tem de levar em conta a situa��o do Estado que ele recebeu. E, segundo consta, foi de uma situa��o prec�ria.

O senhor tem dito que a pr�xima elei��o ser� muito apaixonante...
Vai ser uma elei��o emocionante porque vai ficar mais nas m�os do eleitor do que de lideran�as, porque normalmente quem dita comportamento social numa �poca de elei��o � o l�der. Por que a pr�xima elei��o ser� diferente? � porque � o pr�prio povo quem vai definir quem � o melhor, porque ele conhece os dois. Hoje n�s temos tr�s for�as pol�ticas: o PMDB e os seus partidos aliados; o governo do PP e os seus partidos aliados; e o PSDB com os seus partidos aliados. L� no PSDB, a lideran�a maior, indiscutivelmente, � o senador Marconi; no PP � o governador Alcides, e no PMDB � esse grupo a� que vem se colocando na oposi��o desde que perdemos a elei��o para governador em 1998. Bem, ent�o o povo conhece hoje de sobra Iris e os seus companheiros. Conhece de sobra Marconi e os seus companheiros. Conhece de sobra Alcides e os seus companheiros. Ent�o, vai ser f�cil demais para o povo definir. Demais.

Na sua opini�o, o que o eleitor vai levar em conta para se definir por um por um desses projetos eleitorais? Qual ser� o discurso, qual o mote da campanha do ano que vem?
Compet�ncia administrativa. Sistema de administrar. Responsabilidade, sobretudo na condu��o dos neg�cios p�blicos. Ent�o, a hora em que come�ar a campanha, forem definidos os candidatos, voc� vai notar. N�o vai adiantar propaganda bonita, o povo n�o vai se deixar enganar, o cidad�o vir e oferecer 400 mil casas, 200 mil empregos, n�o adianta isso mais. �Vou asfaltar o mundo, vou fazer isso, aquilo�, n�o vai (adiantar prometer). Como � que vou falar de uma coisa se ocupei o governo e n�o dei conta? Por que � que agora vou dar conta, por que agora vou fazer? Ent�o, � o conhecimento que o povo tem desses l�deres. Quando fui candidato em 1982, o primeiro item era de que o Iris representava a rea��o a um sistema de arb�trio implantado no Pa�s. Valeu um pouco o meu comportamento como prefeito de Goi�nia, quando fui cassado. Hoje o povo sabe qual � o sentimento que cada um tem com as classes mais sofridas. � a viv�ncia que cada um (candidato) tem na pol�tica que vai fazer o povo abra��-lo ou desped�-lo.

Na elei��o de 1982, o senhor era um representante da luta contra o arb�trio e tinha uma imagem de administrador em Goi�nia. Em 1990, defendeu a reconstru��o do Estado em crise no final do governo Santillo. Em 1998, defendeu a imagem dos governos do PMDB e o povo optou pelo novo, pela mudan�a. Agora...
O povo acostumou com obras, com tudo.

Pelo que est� falando, a marca do PMDB continua sendo a de construtor de obras. O que vai diferenciar o discurso de agora daquele de 1998?
Constru��o de obras, valoriza��o da pessoa humana, a compet�ncia de gest�o... Por que voc� acha que fui eleito prefeito em Goi�nia h� cinco anos? Foi pelo conhecimento que o povo de Goi�nia tinha do meu comportamento em frente � administra��o. Foi por isso. Quando eu decidi pela candidatura a prefeito, j� haviam sete postulantes. Fui o oitavo. E voc� veja bem que, no segundo turno, se juntaram todos contra mim. O presidente Lula apoiou o Pedro Wilson, porque era o candidato do seu partido. O governador Marconi apoiou publicamente em caminhada o seu candidato. N�o adiantou nada. Por qu�? Porque eu j� era conhecido. E o novo j� n�o deu certo. A verdade � essa. O novo em Goi�nia n�o deu certo. Ent�o, esse processo vai repetir, eu acredito. Agora, n�o quero dizer em termos de nome, mas em termos de for�as pol�ticas, como � que essas for�as se comportam na administra��o. Goi�nia n�o deixa de ser um espelho. O povo est� notando qual o comportamento dessas for�as com o poder nas m�os. � uma situa��o bem diferente, bem especial.

O PSDB construiu a imagem de que fez uma administra��o modernizadora. N�o � um partido de obras, mas fala em uma gest�o de moderniza��o do Estado e tamb�m de preocupa��o com o ser humano, com investimentos na �rea social. O senhor n�o acha que esse � um discurso forte para contrapor ao do PMDB?
O povo quer resultados. Muita propaganda se fez. Que inova��o experimentamos? Foi na �rea da inform�tica, com o avan�o da inform�tica em todo o mundo. O governo tinha de aproveitar todo esse potencial que tinha �s suas m�os. Bem, mas e o social? Onde ficaram as casas populares que anunciaram naquela �poca? N�o sei.

Mas e as conquistas sociais, como distribui��o de renda por meio de programas como Renda Cidad�?
N�o, espera a�! A primeira preocupa��o com o social tem de envolver a fam�lia, a moradia. Tem de envolver um bom ensino, boa sa�de, desenvolvimento. Porque pensar em social n�o � simplesmente distribuir esmola. Pensar em social � valorizar, dar oportunidade para a pessoa se desenvolver. E � isso que estamos fazendo na Prefeitura de Goi�nia, sem barulho, sem publicidade. Hoje a popula��o de Goi�nia � feliz. Claro que numa popula��o de um milh�o de habitantes voc� n�o p�e 100% (das pessoas) felizes. Mas, de modo geral, a autoestima do goianiense est� alta, levantou, se agigantou. De conversa e publicidade, o povo anda cheio. Por isso eu digo: todos s�o conhecidos. Alguns prometeram e n�o fizeram. Essa � a grande verdade.

Uma das for�as, o PSDB, est� se preparando para se colocar na oposi��o ao governo do Estado. O senhor acha que a entrada do PSDB na oposi��o vai complicar o discurso do PMDB?
Eu at� me reservaria para fazer uma avalia��o dessas num futuro, n�o hipoteticamente. Estou pagando para ver o comportamento dessas for�as em rela��o ao governo estadual, porque acho at� que isso vai dar ensejo ao pr�prio governo, se isso acontecer, de abrir a caixa-preta que at� muita gente desconhece. Apenas sei que o governador encontrou o Estado numa situa��o dif�cil, com d�ficit de R$ 100 milh�es, mas a caixa-preta n�o se abriu. Por que o Estado chegou a essa situa��o? O povo n�o sabe e precisa saber. E a campanha vai incendiar isso. O que levou o Estado a essa situa��o? Naquela �poca n�o existia ainda crise internacional que passamos a experimentar no �ltimo ano. Ent�o h� muita coisa a� a se discutir.

O senhor acha que, por isso, o PSDB vai ficar neutro na rela��o com o governo?
Tem de perguntar isso para eles. Eu sei qual a posi��o que n�s vamos tomar. Essa eu posso dizer, com o incentivo dos companheiros todos.

N�o h� risco de o PSDB romper com o governo e sobrar para o PMDB a responsabilidade de apoiar esse governo, a governabilidade e at�, l� na frente, justificar esse governo?
O PMDB tem de ter um comportamento exemplar como sempre procurou ter. N�o podemos trazer a pol�tica para um n�vel que prejudique os interesses populares, do Estado. O PMDB nunca reivindicou um cargo no governo Alcides, e tem dado apoio. Por qu�? � o esp�rito p�blico que norteia nossos sentimentos. O PMDB nunca apoiou o governador, nem apoiaria se por acaso chegasse a� uma mensagem consolidando interesses de terceiros, interesses pessoais. O governador tem sempre encaminhado (� Assembleia) projetos do interesse do governo e, assim, o PMDB n�o deixar� de apoiar mesmo em �poca eleitoral. N�o precisamos adotar o caminho do �quanto pior melhor�, porque temos hist�ria. Se o jovem n�o sabe o comportamento do PMDB, o pai dele e o av� sabem.

Amostra do debate de 2010

Um pequeno curto circuito ocorreu novamente entre PSDB e PMDB na semana passada, o que levou o prefeito Iris Rezende e o senador Marconi Perillo a trocarem algumas acusa��es indiretas. Esses atritos, que existem desde o primeiro embate entre tucanos e peemedebistas, em 1998, v�o ficar mais intensos na medida em que as elei��es forem se aproximando, pois, a menos que ocorra um imprevisto, a disputa ser� novamente entre os dois rivais atuais da pol�tica goiana, como atestou a pesquisa Serpes/ O POPULAR, divulgada na edi��o do dia 19 de outubro.

O PSDB est� atuando em duas frentes. Ora consome parte do tempo de suas lideran�as no embate com o PP do governador Alcides Rodrigues, o que inclui defender a imagem dos dois governos tucanos em Goi�s � e em especial, a de Marconi, maior capital pol�tico do grupo �, ora no enfrentamento direto com os peemedebistas.

Na semana passada, a luta com os pepistas arrefeceu depois que ela chegou a uma intensidade tal que o pr�ximo passo, tanto de um lado como do outro, seria o rompimento. Como esse passo n�o interessa a nenhuma das duas partes, por v�rios motivos os quais n�o cabe agora avaliar, houve uma distens�o, abrindo espa�o para os tucanos atuarem na outra arena, a do enfrentamento com o PMDB.

O troca-troca de cutuc�es entre os dois principais l�deres partid�rios apresenta um aperitivo do que dever� ocorrer no debate eleitoral de 2010. Aparentemente, ser� mais do mesmo, isto �, uma repeti��o dos argumentos de ambos os lados nas �ltimas tr�s campanhas que o eleitor goiano j� conhece de cor.

PSDB e PMDB sabem, contudo, que v�o precisar sofisticar sua argumenta��o, n�o apenas para chamar a aten��o do eleitor, que poder� se mostrar cansado do mesmo discurso de anos seguidos, como porque a decis�o de uma elei��o leva em conta as circunst�ncias de cada momento, fatos conjecturais e at� emocionais.

Numa disputa t�o acirrada como promete ser a de 2010, esses fatores devem ser levados em conta, pois poder�o fazer a diferen�a na hora da decis�o final. Assim a pergunta que ambos os partidos deveriam estar se fazendo �: com que discurso eu vou para a elei��o?

Em 1982, em sua primeira disputa para governador, Iris Rezende apresentou-se como representante na luta contra a ditadura militar, respaldado ainda pela mem�ria que os goianos guardavam de sua administra��o �revolucion�ria�, segundo suas palavras, na Prefeitura de Goi�nia (1966�1969).

Na segunda disputa, em 1990, o Estado passava por grave crise pol�tica e administrativa, no final do mandato do governador Henrique Santillo, possibilitando a Iris se candidatar para tirar o Estado da paralisia em que se encontrava. Em 1998, Iris fez sua primeira campanha como candidato situacionista e perdeu. Apegou-se ao hist�rico do PMDB em suas duas administra��es e no governo de Maguito Vilela, mas n�o convenceu o eleitor de optar pela continuidade.

O hist�rico eleitoral de Marconi tamb�m revela varia��es no discurso pol�tico-eleitoral. Ele se apresentou como o tempo novo da pol�tica goiana e, apesar de boa parte de seus aliados serem tradicionais na pol�tica estadual, convenceu o eleitor de que era novo em rela��o aos 16 anos de governos peemedebistas. Em 2002, ele j� n�o era mais mudan�a, mas continuidade e o eleitorado decidiu prorrogar por mais quatro anos seu mandato. Em 2006, a mesma id�ia de continuidade prevaleceu, elegendo Alcides para governador e Marconi para senador com aproximadamente 2 milh�es de votos.

Nesses 12 anos que separam o primeiro embate entre Marconi e Iris do pleito de 2010, alguns fatos pol�ticos mudaram substancialmente a rela��o dos partidos com a sociedade e, consequentemente, a vis�o do eleitorado sobre as lideran�as partid�rias. Entre eles, destaque para as duas elei��es de Iris para prefeito de Goi�nia (2004 e 2008) e o governo de Alcides.

� frente da Prefeitura, Iris teve a oportunidade de recompor sua imagem, desconstru�da nas elei��es de 1998 e de 2002. J� o governo Alcides conseguiu o que nem o mais antimarconista dos peemedebistas alcan�ou, arranhar a imagem de Marconi de bom administrador e de pol�tico com responsabilidade com os gastos p�blicos.

A disputa de 2010 acontecer� neste contexto, portanto, ser� bem diferente dos embates anteriores. Iris j� deu mostras de que continuar� defendendo o mesmo discurso de disputas passadas, o de que o PMDB � o partido que mais investe em infraestrutura no Estado. Confia que essa id�ia ter� liga com as expectativas do eleitor, que ele identifica como carente de obras, e, tamb�m, que se beneficiar� da compara��o que agora ser� poss�vel fazer entre o que os peemedebistas e os tucanos fizeram em seus governos.

No embate di�rio, como o que ocorreu na semana passada, o PSDB mant�m-se firme no discurso de que representa a vis�o de um Estado moderno, que busca o futuro por meio de a��es de promo��o do desenvolvimento econ�mico e de investimento em programas sociais, que os tucanos consideram o legado dos governos marconistas, contra a vis�o tradicionalista que atribuiu aos advers�rios peemedebistas. Falta aqui uma liga no discurso tucano com a nova realidade pol�tica do Estado, fruto da combina��o da recupera��o da imagem de Iris com o arranh�o na imagem de Marconi.

O PMDB j� fez sua aposta, e, pelo que mostra a pesquisa, parece que esse discurso irista pega em Goi�nia e em seu entorno. Resta saber se ele se estender� a todo Estado. J� os tucanos ainda tateiam em busca de um discurso adequado. A id�ia de uma gest�o modernizadora pode ser atraente para o segmento formador de opini�o p�blica, mas � pouco convincente para a massa de eleitores. O embate interno com o PP roubou tempo e energia do PSDB para pensar no futuro.

Cileide Alves

 

 

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