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Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Iris diz que tem �vivido muitas emo��es�


�Tenho vivido muitas emo��es na minha caminhada, grande parte desde a constitui��o do PMDB.� Foi assim que o prefeito de Goi�nia, Iris Rezende, abriu o discurso que fez durante a filia��o do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB. Resgatou a hist�ria do partido que �surgiu da alma de um povo oprimido, do sentimento de uma na��o que n�o se conformava com o regime ditatorial�. Iris recorreu ao retrospecto para saudar a filia��o de Meirelles a partido de �altos e baixos�, �gl�rias e frustra��es�, mas que existe �no cora��o e na consci�ncia de uma parcela consider�vel da popula��o�. Constata��o, garante Iris, amparada em pesquisas, que apontam o PMDB, segundo ele, como a legenda �mais querida pelos goianos�.

Meirelles deu sequ�ncia � narrativa positiva sobre o partido. �O que formou o PMDB foi a vontade e a vis�o de homens e mulheres que viram que o Pa�s precisava seguir na dire��o correta e se organizaram. N�o � um partido de um grupo, mas de milh�es de brasileiros. Essa � a ess�ncia da democracia. Essa � a ess�ncia do PMDB.� Ap�s relembrar a hist�ria do PMDB, o presidente do BC agradeceu � generosidade de Iris, a quem aprendeu a �admirar desde os tempos de estudo em Goi�nia�. �Obrigado pela generosidade, pela lealdade expressa de forma indubit�vel.�

E completou, transformando opini�o de senso comum em bandeira. �Os que ficam falando mal da pol�tica ser�o governados pelos pol�ticos. � importante a participa��o geral em todos os n�veis. Porque no �mbito pol�tico s�o tomadas as decis�es.�

Nenhum dos cinco deputados federais goianos do PMDB assistiu � filia��o de Meirelles ontem, em Goi�nia. Aus�ncia mais not�vel foi a da deputada Iris de Ara�jo, presidente nacional do PMDB e esposa do prefeito de Goi�nia, Iris Rezende. O presidente estadual do PMDB, Adib Elias, citou o trabalho que os deputados t�m em Bras�lia como motivo do desfalque.

Luiz Bittencourt, deputado federal, justificou a aus�ncia e criticou a filia��o de Meirelles: �De cima para baixo, sem ampla discuss�o e di�logo com todos os segmentos do partido. Respeito o presidente do BC e sua trajet�ria, mas o que sei da sua vida pol�tica � que ele filiou-se ao PSDB em 2002, elegeu-se deputado federal, e deixou o partido antes de tomar posse, para trabalhar com o governo do PT. O PMDB precisa se refor�ar, mas precisa refor�ar tamb�m a sua democracia interna, evitando que decis�es sejam tomadas de forma centralizada. Onde j� se viu falar que um partido aceita que um rec�m-filiado possa se candidatar a qualquer cargo. E como ficam as pretens�es de quem milita no PMDB h� anos?�

Olvanir Andrade foi decisivo nas articula��es

Ligado historicamente ao prefeito Iris Rezende (PMDB), desde o advento da redemocratiza��o nos anos 1980, o atual s�ndico da Encol, Olvanir Andrade, � o grande respons�vel pelas articula��es que garantiram a filia��o do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB. Foi o apartamento dele, no Setor Oeste, o ambiente que abrigou todos os encontros de l�deres do partido com o executivo, at� que a decis�o final fosse anunciada.

Ex-secret�rio particular de Iris na primeira gest�o � frente do governo do Estado, que come�ou em 1983, e chefe de Gabinete do ent�o senador da Rep�blica na segunda fase do mandato, Olvanir tem larga experi�ncia pol�tica. Al�m disso, � amigo de inf�ncia de Meirelles. Os dois estudaram juntos no chamado per�odo de ouro do col�gio Lyceu de Goi�nia e nunca perderam o contato, mesmo durante os longos anos em que o executivo goiano surpreendeu o Brasil ao assumir o comando internacional do BankBoston.

Com os primeiros sinais de Meirelles apontando que viria para a disputa em 2010, Olvanir utilizou de toda a sua capacidade de articula��o para convencer a autoridade monet�ria do Brasil a trilhar os caminhos do PMDB, mesmo diante do peso e da for�a do PP do governador Alcides Rodrigues.

Para convencer Meirelles, Olvanir ganhou um aliado decisivo: o pr�prio prefeito Iris Rezende, que se empenhou desde o in�cio para tornar realidade a empreitada. Os argumentos utilizados durante as conversa��es foram definitivos: a for�a da maior legenda do Estado, o comando dos maiores munic�pios e a alta popularidade de Iris em face da administra��o na Prefeitura de Goi�nia. Ou seja, um suporte e tanto para que Meirelles possa optar na hora certa. As alternativas s�o o governo, o Senado ou a vice na chapa do PT � Presid�ncia da Rep�blica.

 

 

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