Oito fam�lias foram obrigadas a deixar a casa onde moravam, na Avenida Amazonas, quadra 24-A, lote 4, Parque Alvorada, em Senador Canedo, depois que policiais militares e uma oficial de Justi�a cumpriram mandado de reintegra��o de posse no local, na manh� de ontem. O lote, onde estavam constru�dos oito barrac�es, separados por muros que formavam becos, pertence ao pedreiro Raimundo Moreira e foi invadido h� oito anos, conforme explicou o advogado do propriet�rio, Francisco Silvestre.
�O dono deste lugar tamb�m � uma pessoa humilde. Ele tentou conversar, mas at� os oficiais de Justi�a que vinham aqui trazer notifica��es eram recebidos com agress�es�, disse Silvestre. Nos barracos do lote 4 da Avenida Amazonas viviam mais de 25 crian�as. O conselho tutelar da regi�o esteve no local durante a reintegra��o de posse, oferecendo abrigo aos menores, mas n�o conseguiu autoriza��o das m�es.
�Um conselheiro queria levar meus filhos, falando que eu n�o tinha onde ficar. Mas em algum lugar eu vou ficar, e onde eu estiver meus filhos v�o estar comigo�, disse a dona de casa Eliane da Silva Souza, m�e de seis crian�as, com idades entre 1 e 12 anos. Ela est� gr�vida do s�timo filho.
A manicure Linderci Xavier de Souza, 36, chorava enquanto observava seu barraco demolido. Com a filha mais nova nos bra�os, ela, que � m�e de outros quatro filhos, estava desesperada. �O que vou fazer da minha vida? N�o tenho para onde ir, n�o tenho.� Todos os moradores entrevistados disseram que compraram suas casas acreditando ter adquirido um im�vel legalizado. �Ningu�m aqui � invasor. Todo mundo pagou pra morar neste peda�o de terra, e agora estamos sendo tocados como cachorros�, reclamou Lucimar de Souza Peres, 44, camel�.
Igrejas cat�lica e evang�lica do setor devem abrigar provisoriamente as fam�lias.
�O dono deste lugar tamb�m � uma pessoa humilde. Ele tentou conversar, mas at� os oficiais de Justi�a que vinham aqui trazer notifica��es eram recebidos com agress�es�, disse Silvestre. Nos barracos do lote 4 da Avenida Amazonas viviam mais de 25 crian�as. O conselho tutelar da regi�o esteve no local durante a reintegra��o de posse, oferecendo abrigo aos menores, mas n�o conseguiu autoriza��o das m�es.
�Um conselheiro queria levar meus filhos, falando que eu n�o tinha onde ficar. Mas em algum lugar eu vou ficar, e onde eu estiver meus filhos v�o estar comigo�, disse a dona de casa Eliane da Silva Souza, m�e de seis crian�as, com idades entre 1 e 12 anos. Ela est� gr�vida do s�timo filho.
A manicure Linderci Xavier de Souza, 36, chorava enquanto observava seu barraco demolido. Com a filha mais nova nos bra�os, ela, que � m�e de outros quatro filhos, estava desesperada. �O que vou fazer da minha vida? N�o tenho para onde ir, n�o tenho.� Todos os moradores entrevistados disseram que compraram suas casas acreditando ter adquirido um im�vel legalizado. �Ningu�m aqui � invasor. Todo mundo pagou pra morar neste peda�o de terra, e agora estamos sendo tocados como cachorros�, reclamou Lucimar de Souza Peres, 44, camel�.
Igrejas cat�lica e evang�lica do setor devem abrigar provisoriamente as fam�lias.


