
Com pequenas varia��es, Lula repete em conversas com assessores e aliados: "De que eu posso reclamar da vida neste momento? De nada".
Poderia reclamar da crise provocada pelos louros de olhos azuis � mas est� sabendo tirar vantagem dela. Outro dia, Barack Obama o apontou como �o cara�. O Congresso vai ladeira abaixo. E a oposi��o... Cad�?
Lula est� convencido de tr�s coisas. Primeira: o pior da crise j� passou. O desempenho econ�mico do pa�s, este ano, n�o lembrar� nenhuma Brastemp. Nem por isso o governo chegar� enfraquecido no ano eleitoral de 2010.
Segunda coisa: com a ben��o dele, Dilma Rousseff ser� eleita a primeira mulher presidente da Rep�blica. Terceira: A�cio Neves ceder� �s press�es e acabar� sendo o vice de Jos� Serra.
O in�cio do segundo mandato de Lula marcou o fim da Era Palocci na economia e inaugurou a Era Dilma. Trocou-se a ortodoxia no trato das finan�as p�blicas pelo que muitos chamam de �desenvolvimentismo�.
O Programa de Acelera��o do Crescimento foi o sinal mais forte da nova era � embora haja muito de marketing e pouco de programa nele. De resto, vai mais devagar do que Lula apregoa.
A crise que abala a economia mundial deu for�a �queles que dentro do governo defendiam mais gastos para tentar vencer as elei��es do pr�ximo ano. Decretou-se o fim do livre mercado.
Sob esse aspecto, bendita crise! A pretexto de enfrent�-la, Lula e sua turma est�o se sentindo � vontade para adotar medidas que seguramente ir�o engordar o cacife eleitoral de Dilma no renhido confronto com Serra.
A mais recente pesquisa nacional de opini�o p�blica, aplicada no final de mar�o pelo Instituto Sensus, trouxe uma not�cia ruim e outra boa para Lula. A ruim ganhou destaque na m�dia. A boa quase n�o foi notada.
A aprova��o do governo caiu 10 pontos percentuais entre janeiro e mar�o � e a de Lula em particular, oito. No entanto, aumentou o n�mero dos brasileiros dispostos a votarem para presidente em quem Lula mandar.
Na pesquisa de dezembro do ano passado, o Sensus conferiu que um candidato apoiado por Lula seria o �nico no qual votariam 15,6% dos dois mil entrevistados.Na pesquisa de mar�o, o percentual cresceu para 21,5%.
Para votarem no candidato de Lula, 34% dos entrevistados em dezembro exigiam conhec�-lo. Em mar�o, apenas 25,9% condicionaram o voto � exig�ncia. Lula perdeu popularidade e ganhou eleitores. Pode?
A�cio est� rouco de tanto dizer que ser� candidato ao Senado se o PSDB n�o lhe indicar como candidato a presidente. Lula d� pouco valor ao que A�cio diz. Vai mais longe: acha que A�cio e Serra fingem que brigam pela indica��o do PSDB. Est�o combinados.
A falsa disputa serve aos objetivos dos dois. O de A�cio: projetar-se como um l�der pol�tico nacional. O de Serra: n�o se ver exposto desde j� como candidato.
A quest�o �tica teve l� seu peso na elei��o presidencial de 2006.
Machucado pelo esc�ndalo do pagamento de propina para que deputados votassem de acordo com o governo, Lula chegou ao fim do primeiro turno sob a sombra do esc�ndalo dos aloprados � os afoitos empregados da campanha dele que forjarem um dossi� para prejudicar a elei��o de candidatos do PSDB. Foi obrigado a disputar o segundo turno.
Salvo alguma grossa trapalhada que o governo possa cometer at� l�, a quest�o �tica na elei��o de 2010 ser�, se tanto, um problema para candidatos � C�mara dos Deputados e ao Senado.
Nunca antes na hist�ria deste pa�s um Congresso chafurdou t�o fundo na lama. O crescimento, ali, do n�mero de bandidos tem a ver diretamente com a crescente influ�ncia do dinheiro no resultado das elei��es.
Em um passado nem t�o remoto assim, para cada dois ou tr�s pol�ticos s�rios existia pelo menos um venal. O chamado baixo clero na C�mara carecia de votos para impor suas vontades. Deixou de carecer.
A maioria dos deputados � suspeita de estar � venda � e tamb�m uma fatia razo�vel de senadores.
Poderia reclamar da crise provocada pelos louros de olhos azuis � mas est� sabendo tirar vantagem dela. Outro dia, Barack Obama o apontou como �o cara�. O Congresso vai ladeira abaixo. E a oposi��o... Cad�?
Lula est� convencido de tr�s coisas. Primeira: o pior da crise j� passou. O desempenho econ�mico do pa�s, este ano, n�o lembrar� nenhuma Brastemp. Nem por isso o governo chegar� enfraquecido no ano eleitoral de 2010.
Segunda coisa: com a ben��o dele, Dilma Rousseff ser� eleita a primeira mulher presidente da Rep�blica. Terceira: A�cio Neves ceder� �s press�es e acabar� sendo o vice de Jos� Serra.
O in�cio do segundo mandato de Lula marcou o fim da Era Palocci na economia e inaugurou a Era Dilma. Trocou-se a ortodoxia no trato das finan�as p�blicas pelo que muitos chamam de �desenvolvimentismo�.
O Programa de Acelera��o do Crescimento foi o sinal mais forte da nova era � embora haja muito de marketing e pouco de programa nele. De resto, vai mais devagar do que Lula apregoa.
A crise que abala a economia mundial deu for�a �queles que dentro do governo defendiam mais gastos para tentar vencer as elei��es do pr�ximo ano. Decretou-se o fim do livre mercado.
Sob esse aspecto, bendita crise! A pretexto de enfrent�-la, Lula e sua turma est�o se sentindo � vontade para adotar medidas que seguramente ir�o engordar o cacife eleitoral de Dilma no renhido confronto com Serra.
A mais recente pesquisa nacional de opini�o p�blica, aplicada no final de mar�o pelo Instituto Sensus, trouxe uma not�cia ruim e outra boa para Lula. A ruim ganhou destaque na m�dia. A boa quase n�o foi notada.
A aprova��o do governo caiu 10 pontos percentuais entre janeiro e mar�o � e a de Lula em particular, oito. No entanto, aumentou o n�mero dos brasileiros dispostos a votarem para presidente em quem Lula mandar.
Na pesquisa de dezembro do ano passado, o Sensus conferiu que um candidato apoiado por Lula seria o �nico no qual votariam 15,6% dos dois mil entrevistados.Na pesquisa de mar�o, o percentual cresceu para 21,5%.
Para votarem no candidato de Lula, 34% dos entrevistados em dezembro exigiam conhec�-lo. Em mar�o, apenas 25,9% condicionaram o voto � exig�ncia. Lula perdeu popularidade e ganhou eleitores. Pode?
A�cio est� rouco de tanto dizer que ser� candidato ao Senado se o PSDB n�o lhe indicar como candidato a presidente. Lula d� pouco valor ao que A�cio diz. Vai mais longe: acha que A�cio e Serra fingem que brigam pela indica��o do PSDB. Est�o combinados.
A falsa disputa serve aos objetivos dos dois. O de A�cio: projetar-se como um l�der pol�tico nacional. O de Serra: n�o se ver exposto desde j� como candidato.
A quest�o �tica teve l� seu peso na elei��o presidencial de 2006.
Machucado pelo esc�ndalo do pagamento de propina para que deputados votassem de acordo com o governo, Lula chegou ao fim do primeiro turno sob a sombra do esc�ndalo dos aloprados � os afoitos empregados da campanha dele que forjarem um dossi� para prejudicar a elei��o de candidatos do PSDB. Foi obrigado a disputar o segundo turno.
Salvo alguma grossa trapalhada que o governo possa cometer at� l�, a quest�o �tica na elei��o de 2010 ser�, se tanto, um problema para candidatos � C�mara dos Deputados e ao Senado.
Nunca antes na hist�ria deste pa�s um Congresso chafurdou t�o fundo na lama. O crescimento, ali, do n�mero de bandidos tem a ver diretamente com a crescente influ�ncia do dinheiro no resultado das elei��es.
Em um passado nem t�o remoto assim, para cada dois ou tr�s pol�ticos s�rios existia pelo menos um venal. O chamado baixo clero na C�mara carecia de votos para impor suas vontades. Deixou de carecer.
A maioria dos deputados � suspeita de estar � venda � e tamb�m uma fatia razo�vel de senadores.


