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Ter�a-feira, Mar�o 24, 2009

D�vida da CELG

Nin�gu�m as�su�me a res�pon�sa�bi�li�da�de pe�la d�vi�da de R$5,7 bi�lh�es da em�pre�sa, que du�ran�te mui�to anos pa�tro�ci�nou obras do Es�ta�do e for�ne�ceu car�gos pa�ra po�l�ti�cos

AN�DR�IA BA�HIA

� com ba�se em es�ta�t�s�ti�cas que se cons�tro�em as fa�l�cias mais bem fun�da�men�ta�das. Os n�me�ros, que n�o de�ve�ri�am dar mar�gem pa�ra d�vi�das, per�mi�tem in�ter�pre�ta���es di�ver�sas de uma mes�ma si�tu�a���o. � o que ocor�re em re�la���o � Celg, que pode se tornar o maior abacaxi do governo Alcides Rodrigues. Ca�da um con�se�gue ler nos ba�lan�ce�tes da em�pre�sa a ver�s�o que lhe con�v�m e, en�quan�to is�so, a ver�da�dei�ra si�tu�a���o da em�pre�sa � ex�ce�to o va�lor da d�vi�da, R$ 5,7 bi�lh�es � n�o con�se�gue vir � to�na pa�ra que a po�pu�la���o pos�sa co�nhe�cer os res�pon�s�veis por uma d�vi�da que, se�gun�do po�l�ti�cos de si�tu�a���o e de opo�si���o, po�de in�vi�a�bi�li�zar a em�pre�sa. Um d�bi�to que ul�tra�pas�sa o pa�tri�m��nio da Celg e im�pe�de a em�pre�sa at� mes�mo de re�a�jus�tar su�as ta�ri�fas, o que j� re�sul�tou em um pre�ju��zo de R$ 700 mi�lh�es � es�ta�tal. En�quan�to a Celg n�o qui�tar sua d�vi�da com su�as for�ne�ce�do�ras de ener�gia ela n�o po�de re�a�jus�tar as ta�ri�fas.

O de�pu�ta�do Da�ni�el Gou�lart (PSDB) ten�tou em�pla�car uma Co�mis�s�o Par�la�men�tar de In�qu�ri�to (CPI) pa�ra apu�rar as cau�sas do de�se�qui�l�brio fi�nan�cei�ro da Celg, mas seu re�que�ri�men�to te�ve o apoio de ape�nas 13 par�la�men�ta�res, o n�me�ro de de�pu�ta�dos da opo�si���o. Se�riam ne�ces�s�rias 14 as�si�na�tu�ras pa�ra apro�var o re�que�ri�men�to. A CPI da Celg te�ria si�do uma id�ia do se�na�dor Mar�co�ni Pe�ril�lo (PSDB), a quem a opo�si���o res�pon�sa�bi�li�za pe�lo en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa. O PSDB, por sua vez, apon�ta o de�do pa�ra os go�ver�nos do PMDB. Na ver�da�de, cul�par es�te ou aque�le go�ver�nan�te pe�lo en�di�vi�da�men�to da Celg faz par�te do jo�go po�l�ti�co do mo�men�to e ao que tu�do in�di�ca to�dos t�m mes�mo al�gu�ma res�pon�sa�bi�li�da�de na atu�al si�tu�a���o da em�pre�sa, me�nor ou mai�or.

Os dados financeiros mais re�cen�tes da Celg d�o con�ta de uma d�vi�da de R$1,106 bi�lh�o na trans�fe�r�n�cia do go�ver�no de Iris Re�zen�de pa�ra Ma�gui�to Vi�le�la, em 1994. Ma�gui�to Vi�le�la, por sua vez, dei�xou a Celg com uma d�vi�da de R$1,221 bi�lh�o, em 1998. Nos dois go�ver�nos de Mar�co�ni Pe�ril�lo a d�vi�da sal�tou pa�ra R$ 4 bi�lh�es e ago�ra, no go�ver�no Al�ci�des Ro�dri�gues, atin�giu a ci�fra de R$ 5,7 bi�lh�es.

Pa�ra o au�tor do re�que�ri�men�to da CPI da Celg, Da�ni�el Gou�lart, o en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa tem ori�gem nos go�ver�nos do PMDB, �quan�do o Es�ta�do fa�zia d�vi�das em no�me da Celg�. Ele mos�tra o re�la�t�rio do Tri�bu�nal de Con�tas do Es�ta�do (TCE) de ju�nho de 1999, re�fe�ren�te ao ano de 1998, no qual o tri�bu�nal faz res�sal�vas em re�la���o a d�vi�das acu�mu�la�das do Es�ta�do pa�ra com a Celg e n�o re�gis�tra�das no ba�lan��o do Es�ta�do. �D�vi�das em fun���o de au�to�ri�za���o de obras e ser�vi��os pa�ra pos�te�ri�or re�em�bol�so�, diz o pa�re�cer. Se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, eram obras que n�o tra�ri�am ren�ta�bi�li�da�de al�gu�ma pa�ra a Celg, ilu�mi�na���o de cam�po de fu�te�bol, de ae�ro�por�to, de es�tra�das, e que o Es�ta�do nun�ca com�pen�sou � em�pre�sa.

Foi tam�b�m no go�ver�no de Ma�gui�to Vi�le�la, do PMDB, que a Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da foi ven�di�da, ou�tro fa�tor do en�di�vi�da�men�to da em�pre�sa, se�gun�do os tu�ca�nos. �O di�nhei�ro ob�ti�do com a ven�da da usi�na n�o foi re�pas�sa�do pa�ra a Celg�, diz o de�pu�ta�do. �Com o re�cur�so com�pra�ram at� ces�ta b�si�ca�. Al�m dis�so, Da�ni�el Gou�lart afir�ma que o pro�ces�so da ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da foi �al�ta�men�te no�ci�vo, cri�mi�no�so e vi�ci�a�do.� No con�tra�to fi�cou es�ta�be�le�ci�do o for�ne�ci�men�to de ener�gia de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da pa�ra a Celg a um cus�to que che�ga a ser 53 por cen�to su�pe�ri�or ao de mer�ca�do. Ele con�ta que 46 por cen�to da des�pe�sa da Celg � re�fe�ren�te � aqui�si���o de ener�gia el�tri�ca.

Ov�dio de An�ge�lis pre�si�dia a Celg na �po�ca da pri�va�ti�za���o da Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, em 1997, e con�ta que to�do o pro�ces�so foi apro�va�do pe�la Ag�n�cia Na�ci�o�nal de Ener�gia El�tri�ca (Aneel) e que o con�tra�to as�se�gu�ra�va a vi�a�bi�li�da�de fi�nan�cei�ra da Celg. �Ha�via ter�mos de ajus�tes com o go�ver�no do Es�ta�do e com a Aneel que pre�vi�am a vi�a�bi�li�da�de da em�pre�sa�, diz..

Se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, a CPI de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, re�a�li�za�da em 2003, n�o mos�trou que a d�vi�da da cons�tru���o da quar�ta eta�pa de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, cer�ca de R$ 270 mi�lh�es, foi trans�fe�ri�da pa�ra a Celg. Se�gun�do ele, es�se d�bi�to re�a�jus�ta�do es�t� ho�je na ca�sa dos R$ 750 mi�lh�es. A ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da te�ria, se�gun�do Da�ni�el Gou�lart, da�do pre�ju��zos in�di�re�tos tam�b�m. Com a ci�s�o, a Ceg per�deu sua gran�de fi�a�do�ra e pas�sou a pe�gar di�nhei�ro em�pres�ta�do com ju�ros mais al�tos por�que n�o ti�nha mais a usi�na pa�ra dar co�mo ga�ran�tia.

Na opi�ni��o do de�pu�ta�do tu�ca�no, mui�tos des�tes em�pr�s�ti�mos que ho�je de�se�qui�li�bram as con�tas da Celg fo�ram im�por�tan�tes pa�ra o de�sen�vol�vi�men�to do Es�ta�do e d� exem�plo de um fi�nan�cia�men�to fei�to ain�da no go�ver�no de Hen�ri�que San�til�lo com um fun�do ja�po�n�s pa�ra ele�tri�fi�ca���o ru�ral. A pri�mei�ra par�ce�la foi li�be�ra�da no pri�mei�ro go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo. �E foi um pro�gra�ma mui�to bom pa�ra a agri�cul�tu�ra fa�mi�liar e pa�ra o agro�ne�g�cio do Es�ta�do�. Nem to�dos os em�pr�s�ti�mos fei�tos pe�la Celg fo�ram po�si�ti�vos pa�ra o Es�ta�do, na opi�ni��o do de�pu�ta�do, e os que n�o fo�ram pre�ci�sam ser in�ves�ti�ga�dos. Mas ou�tros fo�ram es�sen�ci�ais pa�ra o de�sen�vol�vi�men�to eco�n��mi�co de Goi�s. �Ago�ra, que o Es�ta�do equi�li�brou a re�la���o re�cei�ta e des�pe�sas, o go�ver�no de�ve�ria re�tri�bu�ir o que a Celg fez pa�ra seu de�sen�vol�vi�men�to e bus�car re�cur�sos pa�ra in�te�gra�li�zar o ca�pi�tal da em�pre�sa. O Es�ta�do tem uma d�vi�da gran�de com a Celg�.

O Es�ta�do de�ve in�clu�si�ve o pro�gra�ma Luz no Cam�po. N�o ca�be a em�pre�sa le�var luz pa�ra a �rea ru�ral por�que is�so n�o lhe traz ren�ta�bi�li�da�de. O Es�ta�do de�ve con�tas de ener�gia de �r�g�os p�bli�cos, co�mo a Sa�ne�a�go, que nun�ca se pre�o�cu�pa�ram em pa�gar � Celg, as�sim co�mo mui�tas pre�fei�tu�ras do in�te�ri�or. Cons�ta tam�b�m na con�ta do Es�ta�do o sa�l�rio de di�ver�sos fun�cio�n�rios da Celg que es�t�o � dis�po�si���o de �r�g�os es�ta�tais. A Celg con�ta�bi�li�zou es�sa d�vi�da em seus ba�lan�ce�tes, mas o Es�ta�do n�o. N�o con�ta�bi�li�zou e n�o pa�gou. Es�sa d�vi�da se�quer era cor�ri�gi�da at� 2003, �po�ca em que o en�t�o se�cre�t�rio da Fa�zen�da, Jo�s� Pau�lo Lou�rei�ro re�a�jus�tou seu va�lor. Pro�va�vel�men�te, es�se va�lor de R$1,2 bi�lh�o di�vul�ga�do co�mo di�vi�da do Es�ta�do com a Celg es�te�ja su�bes�ti�ma�do.

A d�vi�da da Celg tem ou�tros com�po�nen�tes que s�o ine�ren�tes a sua na�tu�re�za de em�pre�sa p�bli�ca de di�rei�to pri�va�do. �Con�tra a Celg h� uma in�d�s�tria de a��es tra�ba�lhis�tas�, con�ta Da�ni�el Gou�lart. Se�gun�do ele, a ad�vo�ga�da Eli�a�ne de Pla�ton per�deu pra�zo de uma a��o tra�ba�lhis�ta no va�lor de R$ 62 mi�lh�es em 2001. A ad�vo�ga�da Eli�a�ne de Pla�ton foi pro�cu�ra�da pe�la nos�sa re�por�ta�gem e n�o deu re�tor�no. A em�pre�sa con�tra�tou ou�tro ad�vo�ga�do e con�se�guiu re�cu�pe�rar R$ 32 mi�lh�es da a��o. Is�so foi em uma �ni�ca a��o tra�ba�lhis�ta. Se�gun�do o de�pu�ta�do tu�ca�no, a si�tu�a���o da Celg n�o se�ria t�o de�li�ca�da se o go�ver�no fe�de�ral pa�gas�se o d�bi�to de R$ 224 mi�lh�es que tem com a em�pre�sa re�fe�ren�te a uma a��o de re�cu�pe�ra���o tri�bu�t�ria. �Al�m de n�o pa�gar sua d�vi�da o go�ver�no fe�de�ral ne�ga o em�pr�s�ti�mo que a Celg pre�ci�sa�. Na opi�ni��o do de�pu�ta�do tu�ca�no, fal�tou von�ta�de po�l�ti�ca do go�ver�no Lu�la da Silva pa�ra apro�var o em�pr�s�ti�mo junto ao BNDES. �O Es�ta�do es�t� pe�nho�ran�do seu FPE (Fun�do de Par�ti�ci�pa���o do Es�ta�do) pa�ra con�se�guir um em�pr�s�ti�mo que o BNDES faz at� pa�ra mul�ti�na�cio�nais�.

Pa�ra al�guns ana�lis�tas do se�tor el�tri�co, a si�tu�a���o de en�di�vi�da�men�to da Celg n�o jus�ti�fi�ca a ne�ga�ti�va do BNDES em li�be�rar o em�pr�s�ti�mo. A si�tu�a���o da em�pre�sa �, na ver�da�de, mais po�si�ti�va do que era em 1994, quan�do o en�di�vi�da�men�to era de R$1 bi�lh�o, mas o fa�tu�ra�men�to n�o pas�sa�va de R$ 200 mi�lh�es. Ho�je, a em�pre�sa de�ve R$ 5.7 bi�lh�es, mas seu fa�tu�ra�men�to � de R$ 2 bi�lh�es. A Celg � uma das mai�o�res em�pre�sas do pa��s em li�nhas de trans�mis�s�o e mo�vi�men�ta um flu�xo de di�nhei�ro de R$ 250 mi�lh�es por m�s. Al�m dis�so, o di�nhei�ro do em�pr�s�ti�mo sai�ria do go�ver�no fe�de�ral e vol�ta�ria pa�ra o go�ver�no fe�de�ral por�que se�ria pa�ra pa�gar Fur�nas e a Ele�tro�br�s. Se�gun�do os ana�lis�tas, n�o se tra�ta de um ob�st�cu�lo t�c�ni�co, mas de fal�ta de von�ta�de po�l�ti�ca.

O dis�cur�so de in�vi�a�bi�li�da�de fi�nan�cei�ra tam�b�m di�fi�cul�ta por�que ne�nhum ban�co vai em�pres�tar di�nhei�ro pa�ra uma em�pre�sa que�bra�da.

O PMDB v� a si�tu�a���o da Celg com ou�tros olhos. Se�gun�do o de�pu�ta�do es�ta�du�al Thi�a�go Pei�xo�to, a d�vi�da da em�pre�sa � re�sul�ta�do de uma s�rie de a��es equi�vo�ca�das de di�ver�sos go�ver�nos. �Em�pr�s�ti�mos a ju�ros ex�ces�si�vos de at� 40 por cen�to com ban�cos de se�gun�da li�nha, n�me�ro ex�ces�si�vo de car�gos de di�re�to�ria, de pes�so�as sem qua�li�fi�ca���o in�di�ca�dos por po�l�ti�cos e con�tra�tos ter�cei�ri�za�dos com al�tos va�lo�res. Gas�ta-se mais com con�tra�tos ter�cei�ri�za�dos na Celg que com pes�so�al�. Con�tra�tos que es�t�o sen�do in�ves�ti�ga�dos pe�lo Mi�nis�t�rio P�bli�co do Tra�ba�lho.

Se�gun�do o de�pu�ta�do, de apro�xi�ma�da�men�te R$ 1 bi�lh�o de em�pr�s�ti�mos fei�tos em�pre�sa, R$ 800 mi�lh�es s�o pro�ve�ni�en�tes de ban�cos des�co�nhe�ci�dos que ope�ram com ta�xas bem aci�ma dos va�lo�res de mer�ca�do. Ele ci�ta as ins�ti�tu�i���es Pi�ne, Ma�xi�ma, Dayco�val, Pros�per e Se�me�ar. Ele con�ta que em 3 de de�zem�bro de 2008 foi fei�to um em�pr�s�ti�mo com ju�ros de 23,87 por cen�to mais IP�CA, o que to�ta�li�za�ria al�go em tor�no de 29 por cen�to ao ano.

O que mais im�pres�sio�na o de�pu�ta�do pe�e�me�de�bis�ta foi a mu�dan��a r�pi�da que ocor�reu na em�pre�sa, que pas�sou de su�pe�ra�vi�t�ria em 2005 pa�ra de�fi�ci�t�ria em 2008. �Em 2005, quan�do a em�pre�sa co�me�mo�ra�va seus 50 anos, a Celg era uma em�pre�sa lu�cra�ti�va, ren�t�vel e que ti�nha re�sol�vi�do os pro�ble�mas de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da. Tr�s anos de�pois, is�so n�o era ver�da�de�. Se�gun�do Thi�a�go Pei�xo�to, o go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo co�me�teu cri�me con�t�bil. �Fi�ze�ram uma ma�no�bra con�t�bil pa�ra a Celg pa�re�cer lu�cra�ti�va�. Se�gun�do ele, as des�pe�sas fi�nan�cei�ras da Celg, R$ 650.324 mi�lh�es, so�ma�das aos en�car�gos da d�vi�da, R$ 537.147 mi�lh�es, com�pro�me�tem pra�ti�ca�men�te o to�tal da re�cei�ta ob�ti�da com for�ne�ci�men�to de ener�gia, R$ 1.246 bi�lh�o

Se�gun�do um re�la�t�rio fei�to pe�lo de�pu�ta�do, en�tre os anos de 2004 e 2005, a Celg apre�sen�tou um cres�ci�men�to im�pres�sio�nan�te de seu ati�vo imo�bi�li�za�do, sal�tan�do de R$ 842.953 mi�lh�es em 2004 pa�ra R$ 2,5 bi�lh�es em 2005. O tri�plo do va�lor que cons�ta�va no balan�cete do ano an�te�ri�or. Em 2006, es�ta ci�fra caiu pa�ra R$ 2,099 bi�lh�es, o que re�pre�sen�ta, em um ano, de�pre�ci�a���o da or�dem de 20 por cen�to, en�quan�to o nor�mal � que es�te per�cen�tu�al che�gue a 7.

Em re�la���o �s de�n�n�cias do PSDB de que a si�tu�a���o atu�al da Celg se�ja re�fle�xo da ven�da de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, Thi�a�go Pei�xo�to ci�ta em�pre�sas al�ta�men�te lu�cra�ti�vas que ope�ram sem ge�ra�do�ra. A Ele�tro�pau�lo (S�o Pau�lo), Light (Rio de Ja�nei�ro), Ce�lesc (San�ta Ca�ta�ri�na) e Co�el�ce (Ce�a�r�). A Celg, por sua vez, ope�ra com um pre�ju��zo de 14 por cen�to, afir�ma o de�pu�ta�do. Se�gun�do ele, o re�sul�ta�do ne�ga�ti�vo da Celg � re�sul�ta�do da m� ges�t�o da em�pre�sa.

An�dr� Ro�cha foi pre�si�den�te da Celg no go�ver�no de Mar�co�ni Pe�ril�lo. Ele ex�pli�ca que a em�pre�sa vem se en�di�vi�dan�do ao lon�go de 20, 30, 40 anos pa�ra fa�zer obras no Es�ta�do. In�clu�si�ve usi�nas. No en�tan�to, o his�t�ri�co da d�vi�da da�ta de 1980. Se�gun�do ele, n�o se po�de fa�zer uma an�li�se fria dos n�me�ros. De�ve se con�ta�bi�li�zar os in�ves�ti�men�tos fei�tos, os cr�di�tos que a em�pre�sa tem pa�ra re�ce�ber do go�ver�no fe�de�ral, do Es�ta�do e mu�ni�c�pios, as d�vi�das her�da�das de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da, os di�ver�sos pla�nos eco�n��mi�cos que de�ram pre�ju��zo � em�pre�sa, o apa�g�o, a al�ta do d�lar pro�vo�ca�da pe�lo aten�ta�do de 11 de se�tem�bro. �Fa�to�res que le�va�ram a em�pre�sa a es�sa si�tu�a���o�. Uma si�tu�a���o que n�o � t�o com�pli�ca�da do pon�to de vis�ta fi�nan�cei�ra, na opi�ni��o de An�dr� Ro�cha. �A Celg de�ve du�as ve�zes me�nos que seu fa�tu�ra�men�to anual�. Al�m dis�so, ob�ser�va, as for��as po�l�ti�cas do Es�ta�do vi�vem um bom mo�men�to e po�dem se unir pa�ra so�lu�ci�o�nar o pro�ble�ma.

Se no �m�bi�to do le�gis�la�ti�vo, as in�ves�ti�ga���es so�bre a Celg es�bar�ram nos in�te�res�ses po�l�ti�cos, no do Ju�di�ci��rio o ob�st�cu�lo � a bu�ro�cra�cia. H� 55 in�qu�ri�tos so�bre a Celg em an�da�men�to no Mi�nis�t�rio P�bli�co, sen�do dois so�bre a ven�da da Usi�na de Ca�cho�ei�ra Dou�ra�da. Es�t� pre�vis�ta uma re�u�ni��o com os pro�mo�to�res pa�ra dis�cu�tir a uni�fi�ca���o dos pro�ces�sos. Se no cam�po po�l�ti�co a in�ves�ti�ga���o n�o ca�mi�nha, h� pe�lo me�nos uma pos�si�bi�li�da�de de vin�gar no Mi�nis�t�rio P�bli�co.

Evolu��o da d�vida de 1990 para c�

1994 � Iris Rezende para Maguito Vilela � R$1,106 bilh�o
1998 � Maguito Vilela para Marconi Perillo � R$1,221 bilh�o
2002 � Marconi Perillo para Alcides Rodrigues � R$ 4 bilh�es
2009 � Alcides Rodrigues � R$ 5,7 bilh�es

 

 

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