Arredio a declara��es, o secret�rio da Fazenda de Goi�s, Jorcelino Braga, falou muito, em longa entrevista neste domingo, 8, a Vinicius Jorge Sassine, de O Popular.
Ele coloca mais lenha na fogueira de vaidades que virou esse debate (veja posts abaixo).
Al�m de afirmar o que est� em destaque no t�tulo acima, Jorcelino Braga diz mais:
"Tecnicamente, uma empresa chega a uma situa��o dessa numa sucess�o de erros. A Celg foi v�tima de uma sucess�o de erros. Tenho certeza de que esse governo n�o tem culpa no assunto, e tenho determina��o do governador para resolv�-lo."
"� um assunto grave: a companhia deve hoje R$ 5,7 bilh�es, levando em considera��o o curto prazo e o longo prazo. A companhia d� 52% de lucro bruto. Se uma empresa tem um lucro desse, como ela d� preju�zo? N�o pode. O que d� preju�zo na Celg � um endividamento financeiro que ela vem carreando ao longo dos anos e que corresponde � maior parte da rentabilidade. Como essa empresa se torna vi�vel? A partir do momento em que alongar sua d�vida e voltar a ter um fluxo de caixa positivo."
"� preciso deixar bem claro que em nenhum momento das reuni�es (com Lula) foi tratado de pol�tica. O presidente sempre recebeu o Estado de Goi�s com defer�ncia e sempre no intuito de ajudar. Ele pediu a seus auxiliares que nos ajudassem: o Olavo Noleto, o Alexandre Padilha, o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula). As conversas n�o evolu�ram porque o Estado n�o tinha ainda condi��es t�cnicas de ter aumento do limite de endividamento. Com R$ 1 bilh�o a mais na receita, conseguimos um limite de R$ 500 milh�es para reforma de escolas, para estradas e para asfalto. Falei com o governador e a gente discutiu que era necess�rio pedir ajuda ao presidente, pois a Celg a cada dia estava mais sufocada. Pedir�amos urg�ncia. Fizemos uma reuni�o com ele e na hora ele ligou para o ministro (de Minas e Energia, Edison) Lob�o e para o (presidente do BNDES) Luciano Coutinho, pedindo para que achassem uma solu��o. Fomos ao Lob�o e ele disse: 'J� liguei para a Eletrobr�s e o que precisar n�s vamos conversar'. Decidimos: vamos ao BNDES."
"A Celg deve mais R$ 1 bilh�o para bancos e h� outros tipos de d�vidas. S�o v�rios fornecedores, v�rias coisas envolvidas (...) Deve encargos, impostos e ICMS aqui para o Tesouro. Hoje a Celg tem uma d�vida consider�vel."
"A �nica coisa que quero � n�o politizar essa discuss�o. N�o adianta procurar A ou B respons�vel. Quem vai procurar � a sociedade, vai ser a Justi�a. O que quero � solu��o. Eu tenho balan�os da Celg aqui desde 1986. Em 1986, a d�vida era de 2, 5 milh�es de cruzados da �poca. Em 1990, foi para 42,4 milh�es de cruzeiros. Em 1994, que j� d� para ter uma ideia em compara��o com hoje, j� havia uma d�vida de R$ 1,05 bilh�o. Em 1998, eram R$ 1,49 bilh�o. De 2001 para 2002 sai de R$ 1,8 bilh�o para R$ 2,4 bilh�es. Em 2006, R$ 4 bilh�es."
"Um exemplo do que aconteceu na Celg: renegociou-se com prefeituras prazos de 140, 200 meses, enquanto foi pego dinheiro no mercado a curto prazo. Quem aguenta isso? Todo gestor que percebe preju�zos nos balan�os deveria ficar atento e tentar reverter isso. Na gest�o do Enio, j� foi poss�vel uma redu��o das despesas, mas v�m as despesas financeiras e v�o comendo os resultados que ele obteve. A Celg � vi�vel, se forem retiradas as despesas financeiras. Servi�os de terceiros representam 14% sobre o faturamento l�quido, pessoal consome 8% e a maior despesa � a financeira, com 20%. As despesas financeiras correspondem a quase a soma dos terceirizados com pessoal."
"Toda terceiriza��o precisa ser estudada, algumas s�o ben�ficas e outras n�o. Eu, particularmente, acho que alguns contratos de terceiriza��o precisam ser revistos."
"Eu estive no Bradesco em busca de R$ 100 milh�es para a Celg, e o Bradesco disse n�o."
"O BNDES � um banco e, como banco, tem restri��es. Ele n�o pode dar dinheiro � companhia e depois n�o conseguir explicar aos novos controladores a forma como deu aquele cr�dito. O BNDES foi claro conosco: 'A Celg n�o vale o que voc�s est�o pedindo, n�s n�o podemos dar esse empr�stimo, e temos para voc�s outra solu��o'. Seria fazer um fatiamento da composi��o acion�ria da companhia. Eu disse para eles uma coisa s�: 'Esse assunto eu n�o vim aqui para discutir, eu estou aqui para discutir um empr�stimo'."
"(...) Eles disseram: 'Se voc�s n�o pensarem na hip�tese de abrir a companhia, o BNDES n�o tem como ajudar'. Eu disse que a hip�tese estava descartada: 'Eu n�o tenho autoriza��o do governador para conversar sobre esse assunto'. Chegamos aqui, tivemos uma reuni�o com o governador, e ficou de o Enio falar. Ele falou realmente do empr�stimo, mas parece que ficou um mal-entendido e ele colocou a venda das a��es."
"Eu acho que foi um mal-entendido do Enio (Branco, presidente da Celg) na express�o � imprensa. O que ele me disse foi que havia colocado � imprensa a tentativa de financiamento e, se precisasse, seriam vendidas as a��es. At� eu j� havia dito isso: se precisar vender, vende."
"O foco do governador � o empr�stimo. O BNDES n�o topa, mas � apenas uma figura do governo. N�s temos outra figura. Quando o BNDES deixou claro que n�o topava o financiamento, fizemos uma reuni�o e decidimos que s� nos restava uma alternativa: a STN. Marquei com a STN e fui pessoalmente. Nesta reuni�o fomos somente eu e dois t�cnicos da Celg, na semana atrasada. Sentamos com o Arno Augustin (titular da STN) e eu disse: 'Temos R$ 500 milh�es aprovados, houve crescimento da receita e melhorou muito a situa��o do Estado'. Ele disse que o Estado melhorou muito, mesmo, e eu pedi mais R$ 500 milh�es de limite. A gente pega esse R$ 1 bilh�o emprestado e integraliza na Celg."
"A discuss�o agora � entre Estado e Uni�o. A partir do momento em que houver R$ 1 bilh�o de limite, teremos de buscar um agente que nos d� o dinheiro. A STN gostou do desenho dessa opera��o (...) Vamos buscar o agente financeiro depois. Pode ser o BNDES, o Banco do Brasil. Essa � uma discuss�o secund�ria. Se o BNDES n�o pode conceder um empr�stimo � Celg, o governo precisou buscar outra janela de solu��o. J� que a minha empresa controlada n�o pode tomar R$ 1 bilh�o emprestado, vou tomar R$ 1 bilh�o emprestado."
"O empr�stimo (do BNDES) est� descartado. O Estado vai tomar o dinheiro, desde que a STN autorize. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, n�s temos um limite de endividamento. O limite � um por um: � a receita l�quida pelo limite de endividamento. O Estado vem cumprindo toda sua parte fiscal. Pode ser que o governo federal diga o seguinte: 'BNDES, agora voc� vai dar R$ 1 bilh�o para o Estado.'"
"Vai haver uma reuni�o (com a STN) semana que vem (nesta semana). Pediram uma s�rie de documentos do Estado. Foi exigido tudo aquilo que o Estado precisa cumprir em rela��o � Lei Fiscal."
"A ordem do governador � esgotar todas as possibilidades de empr�stimo. Vender as a��es da companhia num momento adverso significaria perda de dinheiro. O patrim�nio hoje, da empresa, � muito pequeno em rela��o ao que ela vale na realidade."
"Eu sou um homem t�cnico, e a gente tamb�m tem experi�ncia. Voc� percebe quando � um jogo de cena e quando n�o �. O presidente (Lula) pegou o telefone e disse que era para resolver, n�s chegamos no pessoal e eles disseram que o presidente havia dado ordens para resolver. Agora, tecnicamente, n�o foi vi�vel, existem regras a serem cumpridas. Onde vamos no governo federal somos recebidos de portas abertas e muito bem recebidos, a verdade � essa. Somos recebidos com agilidade, com praticidade, n�o tem esse neg�cio de jogo de cena. Precisamos de celeridade para o problema da Celg."
"N�s n�o ficamos preocupados com pol�tica. A verdade � que quando voc� come�a a expor a companhia, voc� s� a prejudica. Uma s�rie de not�cias negativas faz as a��es baixarem no mercado, os credores come�am a ficar preocupados e a restringir cr�dito."
"J� conseguimos R$ 500 milh�es de limite e podemos conseguir mais R$ 500 milh�es, pois essa possibilidade � vista com bons olhos. O Tesouro vem segurando a Celg para honrar os bancos, para n�o ficar inadimplente com os bancos. A companhia tem 53 anos, est� num dos mercados que mais crescem no Pa�s e � altamente vi�vel. Se for retirado o endividamento financeiro, � uma companhia rent�vel, com receita crescente e margem de lucro muito boa. Qualquer grupo privado viria na hora, porque sanearia a empresa e passaria a ter lucros. E o lucro futuro que ela vai gerar?"
"Se a Celg se inviabilizar, inviabiliza o Tesouro. Ela tem de pagar ICMS, e a partir do momento em que ela n�o paga, o Tesouro se sacrifica. A Celg � respons�vel por 10% da arrecada��o de ICMS do Estado. Por que o secret�rio da Fazenda est� envolvido diretamente nessa hist�ria? � o cofre do Estado que corre risco."
"Eu, particularmente, n�o conhe�o essa rela��o (Lula e Alcides juntos em 2010), e na minha frente nunca foi discutido pol�tica. Nas vezes em que o Alcides se reuniu comigo n�o foi discutido pol�tica, foram discutidos assuntos t�cnicos. Eu estou muito preocupado � com os assuntos t�cnicos do governo: fazer crescer a receita, crise econ�mica, buscar solu��o para o Estado."
Ele coloca mais lenha na fogueira de vaidades que virou esse debate (veja posts abaixo).
Al�m de afirmar o que est� em destaque no t�tulo acima, Jorcelino Braga diz mais:
"Tecnicamente, uma empresa chega a uma situa��o dessa numa sucess�o de erros. A Celg foi v�tima de uma sucess�o de erros. Tenho certeza de que esse governo n�o tem culpa no assunto, e tenho determina��o do governador para resolv�-lo."
"� um assunto grave: a companhia deve hoje R$ 5,7 bilh�es, levando em considera��o o curto prazo e o longo prazo. A companhia d� 52% de lucro bruto. Se uma empresa tem um lucro desse, como ela d� preju�zo? N�o pode. O que d� preju�zo na Celg � um endividamento financeiro que ela vem carreando ao longo dos anos e que corresponde � maior parte da rentabilidade. Como essa empresa se torna vi�vel? A partir do momento em que alongar sua d�vida e voltar a ter um fluxo de caixa positivo."
"� preciso deixar bem claro que em nenhum momento das reuni�es (com Lula) foi tratado de pol�tica. O presidente sempre recebeu o Estado de Goi�s com defer�ncia e sempre no intuito de ajudar. Ele pediu a seus auxiliares que nos ajudassem: o Olavo Noleto, o Alexandre Padilha, o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula). As conversas n�o evolu�ram porque o Estado n�o tinha ainda condi��es t�cnicas de ter aumento do limite de endividamento. Com R$ 1 bilh�o a mais na receita, conseguimos um limite de R$ 500 milh�es para reforma de escolas, para estradas e para asfalto. Falei com o governador e a gente discutiu que era necess�rio pedir ajuda ao presidente, pois a Celg a cada dia estava mais sufocada. Pedir�amos urg�ncia. Fizemos uma reuni�o com ele e na hora ele ligou para o ministro (de Minas e Energia, Edison) Lob�o e para o (presidente do BNDES) Luciano Coutinho, pedindo para que achassem uma solu��o. Fomos ao Lob�o e ele disse: 'J� liguei para a Eletrobr�s e o que precisar n�s vamos conversar'. Decidimos: vamos ao BNDES."
"A Celg deve mais R$ 1 bilh�o para bancos e h� outros tipos de d�vidas. S�o v�rios fornecedores, v�rias coisas envolvidas (...) Deve encargos, impostos e ICMS aqui para o Tesouro. Hoje a Celg tem uma d�vida consider�vel."
"A �nica coisa que quero � n�o politizar essa discuss�o. N�o adianta procurar A ou B respons�vel. Quem vai procurar � a sociedade, vai ser a Justi�a. O que quero � solu��o. Eu tenho balan�os da Celg aqui desde 1986. Em 1986, a d�vida era de 2, 5 milh�es de cruzados da �poca. Em 1990, foi para 42,4 milh�es de cruzeiros. Em 1994, que j� d� para ter uma ideia em compara��o com hoje, j� havia uma d�vida de R$ 1,05 bilh�o. Em 1998, eram R$ 1,49 bilh�o. De 2001 para 2002 sai de R$ 1,8 bilh�o para R$ 2,4 bilh�es. Em 2006, R$ 4 bilh�es."
"Um exemplo do que aconteceu na Celg: renegociou-se com prefeituras prazos de 140, 200 meses, enquanto foi pego dinheiro no mercado a curto prazo. Quem aguenta isso? Todo gestor que percebe preju�zos nos balan�os deveria ficar atento e tentar reverter isso. Na gest�o do Enio, j� foi poss�vel uma redu��o das despesas, mas v�m as despesas financeiras e v�o comendo os resultados que ele obteve. A Celg � vi�vel, se forem retiradas as despesas financeiras. Servi�os de terceiros representam 14% sobre o faturamento l�quido, pessoal consome 8% e a maior despesa � a financeira, com 20%. As despesas financeiras correspondem a quase a soma dos terceirizados com pessoal."
"Toda terceiriza��o precisa ser estudada, algumas s�o ben�ficas e outras n�o. Eu, particularmente, acho que alguns contratos de terceiriza��o precisam ser revistos."
"Eu estive no Bradesco em busca de R$ 100 milh�es para a Celg, e o Bradesco disse n�o."
"O BNDES � um banco e, como banco, tem restri��es. Ele n�o pode dar dinheiro � companhia e depois n�o conseguir explicar aos novos controladores a forma como deu aquele cr�dito. O BNDES foi claro conosco: 'A Celg n�o vale o que voc�s est�o pedindo, n�s n�o podemos dar esse empr�stimo, e temos para voc�s outra solu��o'. Seria fazer um fatiamento da composi��o acion�ria da companhia. Eu disse para eles uma coisa s�: 'Esse assunto eu n�o vim aqui para discutir, eu estou aqui para discutir um empr�stimo'."
"(...) Eles disseram: 'Se voc�s n�o pensarem na hip�tese de abrir a companhia, o BNDES n�o tem como ajudar'. Eu disse que a hip�tese estava descartada: 'Eu n�o tenho autoriza��o do governador para conversar sobre esse assunto'. Chegamos aqui, tivemos uma reuni�o com o governador, e ficou de o Enio falar. Ele falou realmente do empr�stimo, mas parece que ficou um mal-entendido e ele colocou a venda das a��es."
"Eu acho que foi um mal-entendido do Enio (Branco, presidente da Celg) na express�o � imprensa. O que ele me disse foi que havia colocado � imprensa a tentativa de financiamento e, se precisasse, seriam vendidas as a��es. At� eu j� havia dito isso: se precisar vender, vende."
"O foco do governador � o empr�stimo. O BNDES n�o topa, mas � apenas uma figura do governo. N�s temos outra figura. Quando o BNDES deixou claro que n�o topava o financiamento, fizemos uma reuni�o e decidimos que s� nos restava uma alternativa: a STN. Marquei com a STN e fui pessoalmente. Nesta reuni�o fomos somente eu e dois t�cnicos da Celg, na semana atrasada. Sentamos com o Arno Augustin (titular da STN) e eu disse: 'Temos R$ 500 milh�es aprovados, houve crescimento da receita e melhorou muito a situa��o do Estado'. Ele disse que o Estado melhorou muito, mesmo, e eu pedi mais R$ 500 milh�es de limite. A gente pega esse R$ 1 bilh�o emprestado e integraliza na Celg."
"A discuss�o agora � entre Estado e Uni�o. A partir do momento em que houver R$ 1 bilh�o de limite, teremos de buscar um agente que nos d� o dinheiro. A STN gostou do desenho dessa opera��o (...) Vamos buscar o agente financeiro depois. Pode ser o BNDES, o Banco do Brasil. Essa � uma discuss�o secund�ria. Se o BNDES n�o pode conceder um empr�stimo � Celg, o governo precisou buscar outra janela de solu��o. J� que a minha empresa controlada n�o pode tomar R$ 1 bilh�o emprestado, vou tomar R$ 1 bilh�o emprestado."
"O empr�stimo (do BNDES) est� descartado. O Estado vai tomar o dinheiro, desde que a STN autorize. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, n�s temos um limite de endividamento. O limite � um por um: � a receita l�quida pelo limite de endividamento. O Estado vem cumprindo toda sua parte fiscal. Pode ser que o governo federal diga o seguinte: 'BNDES, agora voc� vai dar R$ 1 bilh�o para o Estado.'"
"Vai haver uma reuni�o (com a STN) semana que vem (nesta semana). Pediram uma s�rie de documentos do Estado. Foi exigido tudo aquilo que o Estado precisa cumprir em rela��o � Lei Fiscal."
"A ordem do governador � esgotar todas as possibilidades de empr�stimo. Vender as a��es da companhia num momento adverso significaria perda de dinheiro. O patrim�nio hoje, da empresa, � muito pequeno em rela��o ao que ela vale na realidade."
"Eu sou um homem t�cnico, e a gente tamb�m tem experi�ncia. Voc� percebe quando � um jogo de cena e quando n�o �. O presidente (Lula) pegou o telefone e disse que era para resolver, n�s chegamos no pessoal e eles disseram que o presidente havia dado ordens para resolver. Agora, tecnicamente, n�o foi vi�vel, existem regras a serem cumpridas. Onde vamos no governo federal somos recebidos de portas abertas e muito bem recebidos, a verdade � essa. Somos recebidos com agilidade, com praticidade, n�o tem esse neg�cio de jogo de cena. Precisamos de celeridade para o problema da Celg."
"N�s n�o ficamos preocupados com pol�tica. A verdade � que quando voc� come�a a expor a companhia, voc� s� a prejudica. Uma s�rie de not�cias negativas faz as a��es baixarem no mercado, os credores come�am a ficar preocupados e a restringir cr�dito."
"J� conseguimos R$ 500 milh�es de limite e podemos conseguir mais R$ 500 milh�es, pois essa possibilidade � vista com bons olhos. O Tesouro vem segurando a Celg para honrar os bancos, para n�o ficar inadimplente com os bancos. A companhia tem 53 anos, est� num dos mercados que mais crescem no Pa�s e � altamente vi�vel. Se for retirado o endividamento financeiro, � uma companhia rent�vel, com receita crescente e margem de lucro muito boa. Qualquer grupo privado viria na hora, porque sanearia a empresa e passaria a ter lucros. E o lucro futuro que ela vai gerar?"
"Se a Celg se inviabilizar, inviabiliza o Tesouro. Ela tem de pagar ICMS, e a partir do momento em que ela n�o paga, o Tesouro se sacrifica. A Celg � respons�vel por 10% da arrecada��o de ICMS do Estado. Por que o secret�rio da Fazenda est� envolvido diretamente nessa hist�ria? � o cofre do Estado que corre risco."
"Eu, particularmente, n�o conhe�o essa rela��o (Lula e Alcides juntos em 2010), e na minha frente nunca foi discutido pol�tica. Nas vezes em que o Alcides se reuniu comigo n�o foi discutido pol�tica, foram discutidos assuntos t�cnicos. Eu estou muito preocupado � com os assuntos t�cnicos do governo: fazer crescer a receita, crise econ�mica, buscar solu��o para o Estado."


